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AFP / JIM WATSON

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Republicano Romney insinua que Trump mentiu sobre suas finanças pessoais

Sem apresentar provas, ex-candidato à presidência derrotado por Obama diz que o magnata pode não ter pago os impostos que devia

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O Estado de S. Paulo

25 Fevereiro 2016 | 09h32

WASHINGTON - O candidato do Partido Republicano nas eleições presidenciais de 2012 nos Estados Unidos, Mitt Romney, insinuou na quarta-feira que o magnata e favorito segundo as pesquisas a sucedê-lo na disputa de 2016, Donald Trump, mentiu sobre suas finanças pessoais. Romney não apresentou nenhum tipo de prova.

"Temos boas razões para crer que há uma bomba na declaração de impostos de Donald Trump", disse Romney em entrevista ao canal Fox News. O republicano perdeu as eleições de 2012 para o presidente Barack Obama por uma diferença de 5 milhões de votos.

"Talvez ele (Trump) não seja tão rico como diz que é, ou não pagou os impostos que esperaríamos que tivesse pago ou, talvez, não doou dinheiro aos veteranos e aos deficientes físicos como nos disse que fez", disse o ex-candidato, sem especificar em nenhum momento algum indício que comprovasse as insinuações.

Trump respondeu às palavras de Romney por meio do Twitter, dizendo que o ex-candidato foi "um dos piores candidatos da história política republicana". Trump afirmou também que a declaração de impostos de Romney "o fez parecer um tolo" e o acusou de "estar tentando parecer durão agora".

Após a ampla vitória de terça-feira no caucus (assembleias populares) de Nevada, Trump lidera a corrida republicana para a indicação com três vitórias nos quatro primeiros Estados a votar no processo de primárias, e as pesquisas são favoráveis ao magnata em mais de dez Estados que realizarão suas prévias na próxima semana, na chamada "Super Terça".

O ataque de Romney é similar a um do qual ele mesmo foi vítima durante a campanha em 2012, quando o então líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, o acusou publicamente, e também sem apresentar qualquer prova, de não ter pago seus impostos durante uma década. /EFE

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