Resistência iraquiana é maior do que EUA admitiam

Altos funcionários dos EUA elevaram suas estimativas sobre o tamanho da rebelião no Iraque e do apoio financeiro à disposição dos revoltosos, informa o diário americano The New York Times, sem identificar suas fontes. O governo americano calcula agora que existam entre 8 mil e 12 mil combatentes enfrentando as tropas estrangeiras e o governo interino. Nesse número estão incluídos a guerrilha local e os terroristas estrangeiros da rede do jordaniano Abu Musab al-Zarqawi. Se forem considerados os simpatizantes, o número sobe para 20 mil. As estimativas anteriores apontavam entre 2 mil e 7 mil insurgentes. De acordo com oficiais do Exército e altos funcionários do governo, o coração da resistência consiste de cerca de 50 células que obtêm dinheiro de uma rede financeira dirigida por ex-líderes do Partido Baath e parentes do ex-presidente Saddam Hussein. O financiamento é complementado, em parte, por ricos doadores sauditas e entidades beneficentes islâmicas que mandam grandes quantias através da Síria. Hoje no Iraque, forças dos EUA prenderam o xeque Abdel-Sattar Abdel-Jabbar, um importante membro de um influente grupo dos muçulmanos sunitas do Iraque, disse um funcionário da Associação de Clérigos Muçulmanos. Jabbar e seus dois filhos foram presos em uma mesquita. Em outro desdobramento, a Macedônia confirmou que três de seus cidadãos que eram mantidos reféns no Iraque desde agosto foram mortos.

Agencia Estado,

22 Outubro 2004 | 19h25

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