EFE/HAYOUNG JEON
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‘Roaming’, nova conta cobrada pelo Brexit

Moradores da Grã-Bretanha que utilizarem seus celulares na UE terão gastos extras

O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2017 | 05h00

Depois que deixarem a União Europeia, os futuros turistas britânicos poderão ter um custo a mais quando utilizarem seus telefones celulares em algum dos países-membros do bloco. O rompimento foi aprovado por um referendo no ano passado.

Turistas e empresários britânicos que viajarem pelos países europeus enfrentarão taxas se usarem seus celulares dentro da UE a partir de 2019, a menos que o governo britânico chegue a um acordo favorável com o bloco.

Na semana passada, a Comissão Europeia anunciou que, a partir de junho, “consumidores poderão ligar, enviar SMS ou navegar pela internet pelo mesmo preço que pagam em casa” quando viajarem pela UE. A medida, há anos discutida, reduzirá drasticamente os custos com telefonia dos europeus que viajam pelo território do bloco.

No entanto, uma análise sobre o Brexit a que o jornal Guardian teve acesso confirma que a regra não se aplicaria aos britânicos após a saída. O documento foi elaborado no início do mês pela Comissão de Indústria, Pesquisa e Energia do Parlamento Europeu, endossado pelos Parlamentos dos Estados-membros e diz que a regulação sobre roaming “não se aplica com relação à Grã-Bretanha, impactando viajantes a trabalho ou turistas”. Segundo o texto, “arranjos de transição serão necessários”.

“Do custo da comida e do combustível à conta de telefone celular, o Brexit está acertando o consumidor no bolso. As famílias não deveriam pagar o preço da imprudência do governo com relação aos planos do Brexit”, protestou o líder do Partido Liberal Democrata, Tim Farron.

A premiê britânica, Theresa May, já anunciou que o país está disposto a abandonar o mercado único, o que na prática significa renunciar a quatro eixos que garantem livre circulação de pessoas, serviços, capitais e bens.

 

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