Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Rumores de escassez de combustível pioram em Pyongyang

Não há explicações oficiais, mas tudo indica que a "culpada" é a China

O Estado de S.Paulo

27 Abril 2017 | 02h57

PYONGYANG - A escassez de combustível na capital da Coreia do Norte, Pyongyang, elevou os preços do produto e está fortalecendo os receios de que a situação pode piorar se os estoques não forem abastecidos. Rumores na cidade dizem que a culpa é dos chineses. 

A escassez, nada usual, começou na última semana quando placas foram colocadas em diversos postos de combustível avisando os clientes que seriam impostas restrições nas vendas. 

Sem indicação de que o racionamento deve acabar, moradores continuam sofrendo para abastecer seus tanques.  

A China fornece a maior parte do combustível da Coreia do Norte e, apesar de rumores de que Pequim esteja por trás da escassez, não há explicações oficiais. 

Apesar de o comércio entre China e Coreia do Norte parecer sólido, e possivelmente em crescimento, há indicações de que Pequim esteja silenciosamente reforçando as sanções para que Pyongyang abandone o desenvolvimento de armas nucleares e de mísseis de longa distância. 

Ainda não está claro se a escassez afetou militares, ministros de estados e projetos maiores, que têm acesso privilegiado à oferta controlada pelo estado. 

O número de postos de gasolina cresceu consideravelmente em Pyongyang e no interior do país nos últimos anos. O tráfego na capital aumentou quando Kim Jong-un assumiu o poder, no final de 2011. A maior presença de veículos foi vista como indicador de uma melhor atividade econômica. / AFP

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