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REUTERS/Vasily Fedosenko

Rússia acusa Testemunhas de Jeová de extremismo

Há tempos, procuradores acusam o movimento de ser uma organização que destrói famílias, fomenta o ódio e ameaça vidas

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O Estado de S. Paulo

20 Abril 2017 | 20h25

MOSCOU - A Suprema Corte da Rússia determinou nesta quinta-feira, 20, que as Testemunhas de Jeová são uma organização “extremista” e devem entregar todas suas propriedades ao Estado, informaram agências de notícias russas.

Segundo a Interfax, Serguei Cherepanov, representante das Testemunhas de Jeová, disse que o grupo apelará da decisão à Corte Europeia de Direitos Humanos. “Faremos tudo o que for possível”, disse.

As autoridades russas colocaram várias publicações do grupo em uma lista de literatura extremista proibida. Há tempos, procuradores acusam o movimento de ser uma organização que destrói famílias, fomenta o ódio e ameaça vidas.

O grupo, uma vertente cristã que não pertence à Ordem da Trindade, com sede nos Estados Unidos, conhecida por sua pregação de casa em casa e sua rejeição ao serviço militar e a transfusões de sangue, disse que a descrição é falsa.

A organização religiosa expandiu-se em todo o mundo e tem cerca de 8 milhões de seguidores ativos. As Testemunhas de Jeová enfrentaram processos em tribunais de vários países, a maior parte em razão de seu pacifismo e sua rejeição às transfusões de sangue. A Rússia, no entanto, tem sido a mais enfática ao retratá-la como um culto extremista.

Seu ramo russo, perto de São Petersburgo, vem rejeitando a alegação e disse que uma proibição afetaria diretamente cerca de 400 de seus grupos e teria impacto em todos os 2.277 grupos religiosos na Rússia, onde diz ter 175 mil seguidores. / Reuters

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