EFE/MICHAEL KLIMENTYEV/ Sputnik / Kremlin
EFE/MICHAEL KLIMENTYEV/ Sputnik / Kremlin

Em retaliação a países ocidentais, Rússia expulsa mais 59 diplomatas

Moscou volta a dizer que não tem relação com envenenamento de ex-espião e testa novo míssil balístico

O Estado de S.Paulo

30 Março 2018 | 11h20
Atualizado 30 Março 2018 | 20h09

MOSCOU - A Rússia anunciou nesta sexta-feira, 30, novas retaliações ao Ocidente e expulsou 59 diplomatas de 23 países em resposta às medidas adotadas após o envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal e sua filha, Yulia, no Reino Unido. Na quinta-feira, Moscou anunciou a expulsão de 60 representantes americanos e o fechamento do Consulado dos EUA em São Petersburgo. 

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O Kremlin havia prometido responder de forma idêntica às expulsões de seus diplomatas por diversos países. Os afetados pela decisão de ontem foram membros da União Europeia, além de Austrália, Albânia, Croácia, Ucrânia, Macedônia, Moldávia, Noruega e Canadá.

Apenas quatro países que anunciaram medidas contra Moscou não sofreram retaliação. “Como Bélgica, Hungria, Geórgia e Montenegro decidiram, no último momento, unir-se ao movimento, a Rússia se reserva o direito de tomar medidas mais adiante”, disse a chancelaria.

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O Kremlin também decidiu adotar novas medidas contra o governo britânico e deu a Londres o prazo de um mês para reduzir seu contingente diplomático na Rússia ao mesmo tamanho da missão russa no Reino Unido. Moscou afirmou ontem que não é responsável pela “guerra diplomática” e voltou a dizer que é inocente no caso do envenenamento de Skripal e a filha dele. 

Após o anúncio da Rússia na noite de quinta-feira, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que a lista de diplomatas russos expulsos mostrava que Moscou não estava interessado em diplomacia.

Nesta sexta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse a repórteres que discorda dessa avaliação, afirmando que o presidente russo, Vladimir Putin, ainda prefere reparar os laços com outros países, incluindo os EUA, e que a Rússia nunca provocou "guerras diplomáticas". Ele também rejeitou as críticas de Washington, que qualificou de "lamentável" a expulsão de seus diplomatas. / REUTERS, EFE e AFP

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