AFP PHOTO / Mohamed al-Bakour
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Rússia defende governo sírio e diz que ainda é cedo para responsabilizá-lo por ataque químico

Ministério das Relações Exteriores rejeitou as afirmações dos EUA de que o episódio, que matou mais de 80 pessoas, significaria o fracasso de um acordo para acabar com o estoque de armas químicas do país

O Estado de S.Paulo

06 Abril 2017 | 08h41

MOSCOU - O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse nesta quinta-feira, 6, ser muito cedo para acusar o governo sírio de ser responsável pelo ataque químico na Província de Idlib, e ressaltou a necessidade de uma investigação a respeito, informou a agência de notícias RIA.

O ministério também rejeitou as afirmações dos EUA de que o ataque, que deixou pelo menos 80 mortos, significaria o fracasso de um acordo para acabar com o estoque de armas químicas do país, acrescentando que o processo teria sido, na verdade, "bem sucedido", segundo a agência.

O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o presidente da Síria, Bashar Assad, de ter atravessado um limite com o ataque contra civis, e disse que sua atitude em relação à Síria mudou, mas não deu nenhuma indicação de como reagiria.

A Rússia sugeriu que vai apoiar Assad publicamente de qualquer maneira, e defende que o incidente químico foi provavelmente causado por um vazamento em um depósito controlado por rebeldes sírios.

O ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid Muallem, reiterou em Damasco que o Exército de seu país "não usou e não usará nunca" armas químicas. "O Exército Árabe da Síria não utilizou e não utilizará nunca armas químicas, nem sequer contra os terroristas que atacam nosso povo", disse Muallem em entrevista coletiva. / REUTERS e EFE

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