Toru Hanai/Reuters
Toru Hanai/Reuters

Rússia e China condenam teste norte-coreano e defendem negociações

Uma reunião do Conselho de Segurança da ONU está marcada para a noite de hoje, às 19h30, no horário de Brasília

O Estado de S.Paulo

29 Novembro 2017 | 12h04

MOSCOU - A Rússia classificou nesta quarta-feira, 29, de provocação o novo disparo de um míssil intercontinental por parte da Coreia do Norte e pediu a todas as partes que mantenham a calma. Mais cedo, a China  tinha criticado a provocação com o lançamento e defendido negociações. Uma reunião do Conselho de Segurança da ONU está marcada para a noite de hoje, às 19h30, no horário de Brasília. 

+Bloqueio contra a séria ameaça norte-coreana

"Esse novo disparo de míssil  causa um novo aumento das tensões e nos afasta de um início de solução para a crise", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

A Coreia do Norte afirmou nesta quarta-feira que alcançou o objetivo de tornar-se um Estado nuclear depois de testar um novo tipo de míssil balístico intercontinental (ICBM), que, segundo Pyongyang, pode atingir todo o território continental dos Estados Unidos.

Em mensagem reproduzida pela TV estatal, o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, afirmou que o teste com o míssil Hwasong-15 foi um sucesso. "O ICBM Hwasong-15 é um míssil balístico intercontinental com uma ogiva de grande tamanho capaz de atingir todo o território continental dos Estados Unidos", destacou a agência de notícias norte-coreana KCNA. 

China

Geng Shuang, porta-voz do ministério das Relações Exteriores, declarou que a proposta chinesa de uma "dupla moratória" continua sendo a melhor opção para aplacar a tensão. Esse plano consiste na suspensão dos testes nucleares e balísticos de Pyongyang e das manobras militares entre Estados Unidos e Coreia do Sul, o que Washington não aceita.

 O novo lançamento de míssil balístico por Pyongyang, depois de dois meses sem disparos, abala os esforços diplomáticos do presidente americano, Donald Trump, em sua recente viagem pela Ásia que, segundo ele, tinha como objetivo "unir o mundo contra a ameaça do regime norte-coreano".

Diplomacia

O novo disparo levou Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul a solicitarem uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. A reunião será celebrada na quarta-feira às 16h30 locais (19h30 de Brasília).

O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, exortou Pyongyang a "desistir de tomar qualquer possível passo desestabilizador no futuro".

Guterres qualificou o teste de "clara violação das resoluções do Conselho de Segurança" e que "revela a completa falta de respeito pela visão conjunta da comunidade internacional"./ AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.