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Saída de Israel eleva chances de novo confronto

Estadão Conteúdo

19 Agosto 2014 | 15h 53

A saída de Israel das negociações no Egito para acabar com os conflitos na Faixa de Gaza aumenta as possibilidades de um novo confronto entre israelenses e palestinos. O abandono foi uma resposta aos foguetes disparados pelos palestinos antes do fim da trégua de 24 horas, acertada na segunda-feira pelas duas partes.

"As conversas no Cairo baseavam-se em um acordo preliminar de que haveria um fim total das hostilidades", disse o porta-voz do governo de Israel, Mark Regev. "Quando o Hamas quebra a trégua, ele está quebrando esse acordo preliminar", afirmou Regev, em referência aos disparos palestinos desta terça-feira. Ele se recusou a dizer se a equipe de Israel irá retornar ao Egito, mas um comunicado oficial do Hamas declarou que as negociações acabaram.

O fim das negociações foi um golpe duro para a diplomacia egípcia, que liderou as conversas por quase uma semana. De acordo com a Organização das Nações Unidos (ONU), o conflito já matou mais de 2 mil palestinos, a maioria deles civis. Entre os israelenses, 67 morreram, dos quais três são civis. Este tem sido o confronto mais pesado entre Israel e Hamas desde que o grupo islâmico tomou o controle de Gaza em 2007.

Nas negociações, o Hamas busca um fim para o bloqueio de Israel e Egito, que tem devastado a economia local. Enquanto isso, os israelenses querem garantias de que o grupo islâmico irá se desarmar. Há uma proposta do Egito para aliviar o bloqueio, mas não para retirá-lo completamente, conforme o Hamas exige.

Horas antes do fim da trégua, militantes islâmicos dispararam três foguetes contra Israel. Eles disseram que os foguetes caíram em áreas abertas perto da cidade de Beersheba, no sul de Israel. Mais tarde, o governo israelense informou que interceptou mais dois foguetes na região.

Membros do Hamas relataram que pelo menos 25 ataques aéreos foram registrados em toda a Faixa de Gaza. Autoridades médicas disseram que sete pessoas foram feridas, incluindo duas crianças. No Cairo, o chefe da delegação palestina, que é composta por várias facções, afirmou que não tinha havido progressos nas negociações de terça-feira, mas tem esperança em chegar a um acordo. "Demos aos egípcios nossa posição final. Estamos esperando um retorno", disse Azzam al-Ahmed, um assessor próximo ao presidente palestino, Mahmud Abbas. Fonte: Associated Press.

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