Haakon Mosvold Larsen/ NTB scanpix via AP
Haakon Mosvold Larsen/ NTB scanpix via AP

Santos dedica Nobel da Paz a vítimas e negociadores

Ao receber o prêmio em Oslo, presidente declara que ‘acabou’ a guerra de mais de meio século em seu país 

O Estado de S. Paulo

10 Dezembro 2016 | 13h57

OSLO - O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, recebeu neste sábado, 10, o Prêmio Nobel da Paz e o dedicou às vítimas do conflito em seu país, às Forças Armadas e aos negociadores do processo de paz – do governo e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). 

Em seu discurso em Oslo, Santos agradeceu ao apoio da comunidade internacional, em particular da Noruega, Cuba, Chile, Venezuela, EUA e União Europeia, para acabar com um conflito de mais de meio século. 

Santos também afirmou que o povo da Colômbia, com o apoio de “amigos em todo o planeta”, está tornando possível o impossível. “A guerra que causou tanto sofrimento e angústia para nossa população, ao longo e por todo nosso belo país, acabou”, acrescentou, taxativo, o presidente entre aplausos.

O líder colombiano também afirmou que o acordo com as Farc é um modelo para países em guerra, como a Síria. Santos recordou a frustração que representou a vitória do “não” no referendo convocado para legitimar o acordo de paz assinado com as Farc.

O fato, segundo ele, o recordou uma passagem do livro Cem Anos de Solidão, do Nobel de Literatura Gabriel García Márquez, seu compatriota. “Os colombianos nos sentimos como habitantes de Macondo: um lugar não apenas mágico, como também contraditório”. “Me propus converter este revés em uma oportunidade”, afirmou, reafirmando que o Nobel da Paz foi “um presente dos céus”.

“Em um momento em que nosso barco parecia ir à deriva, o Prêmio Nobel foi o vento de popa que nos impulsionou para chegar a nosso destino: o porto da paz!”, disse. “E conseguimos. Chegamos ao porto!.”  No discurso, o líder também pediu que se retome a guerra mundial contra as drogas. / AFP 

 

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