Erik S. Lesser/EFE
Erik S. Lesser/EFE

Secretário de Justiça dos EUA afirma que impediu contatos com a Rússia

Jeff Sessions disse que apenas se lembrou da reunião que teve com George Papadopoulos depois de ver notícias sobre ele

O Estado de S.Paulo

15 Novembro 2017 | 03h04

WASHINGTON - O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Jeff Sessions, garantiu nesta terça-feira, 14, que impediu que um dos assessores da campanha do presidente Donald Trump entrasse em contato com funcionários russos para organizar um encontro entre o magnata e Vladimir Putin. Apesar de ter testemunhado anteriormente que não estava ciente de tais contatos, ele disse que agora se lembra de uma reunião em que conexões da campanha com a Rússia foram debatidas.

Em depoimento ao Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados, Sessions falou pela primeira vez sobre qual foi o papel dele em um encontro realizado em março de 2016, no qual o ex-assessor de política externa George Papadopoulos estava presente, "mas não tenho nenhuma recordação clara dos detalhes do que ele disse durante essa reunião".

Papadopoulos está colaborando com a investigação aberta pelo conselheiro especial Robert Mueller para determianr se o Kremlin e os membros da campanha de Trump colaboraram para favorecer a vitória do magnata e prejudicar a candidata Hillary Clinton.

Papadopoulos , que se declarou culpado de ter mentido ao FBI a respeito de seus contatos com a Rússia, disse durante a reunião de campanha de Trump que tinha ligações com Moscou e que poderia arranjar um encontro entre Trump e o presidente russo, de acordo com documentos dos tribunais.

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A participação de Sessions no encontro gerou grande polêmica, pois ele havia jurado em duas ocasiões diante do Congresso dos EUA que não tinha conhecimento de nenhum tipo de comunicação ou reuniões entre membros da equipe de Trump e pessoas ligadas a Putin.

Nesta terça, no entanto, o secretário adimitiu que sabia desses contatos e garantiu que não tinha falado antes porque não se lembrava e que apenas as recentes notícias sobre Papadopoulos o fizeram recordar da reunião no Hotel Trump, em Nova Iorque.

"Depois de ler seu relato, e tão bem quanto me lembro, acredito que eu quis deixar claro a ele que ele não estava autorizado a representar a campanha junto ao governo russo, ou qualquer outro governo estrangeiroRejeitei sua sugestão, porque pense ique qera incorreto", decalrou Sessions. Após a reunião, ele disse que não teve “nenhum conhecimento adicional” de novos contatos entre a campanha e autoridades russas.

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O secretário de Justiça afirmou que não teve má intenção em ocultar do Congresso dos EUA os contatos entre membros da campanha de Trump e pessoas ligadas ao Kremlin e que, simplesmente, estava muito ocupado na campanha do então candidato à presidência americana e, por isso, não se lembrava dos detalhes.

Acusações de conluio com a Rússia durante a campanha eleitoral vêm assombrando os primeiros 10 meses de Trump no cargo, e deram ensejo a uma investigação do conselheiro especial Robert Mueller e vários inquéritos do Congresso.

Agências de inteligência dos EUA concluíram que Moscou interferiu na eleição de 2016 para ajudar a candidatura do republicano Trump, algo que o presidnet erusso nega fortemente. /EFE e Reuters

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