Sem favoritos, britânicos vão hoje às urnas

A Grã-Bretanha decide hoje, numa eleição imprevisível, quem será seu novo chefe de governo. Separados por diferenças ideológicas tênues, os líderes conservador, David Cameron, e trabalhista, Gordon Brown, protagonizam a eleição mais disputada da história recente do país. O que está em jogo é a definição de quem será encarregado de tirar a economia da estagnação, do déficit público e das dívidas causadas pela crise financeira.

AE, Agência Estado

06 Maio 2010 | 07h53

A menos de 12 horas da abertura das urnas, às 7 horas de hoje (3 horas de Brasília), eleitores, institutos de pesquisa e cientistas políticos não tinham elementos para indicar quem tem mais chances de assumir o "Downing Street n.º 10", como é chamada a sede do poder britânico. De acordo com sondagem publicada ontem pelo instituto YouGov, Cameron tem 35% da preferência, Brown vem em segundo, com 30%, seguido de Nick Clegg, do Partido Liberal, com 24%. Já o instituto ComRes apontou o conservador com 37% e o trabalhista com 29%.

Essa vantagem, que varia de 5 a 8 pontos porcentuais - de acordo com a metodologia da pesquisa - faz toda a diferença. Ela apontará não apenas a maior bancada no Parlamento, mas também se Cameron obterá maioria absoluta - o que lhe daria condições de declarar vitória e anunciar a formação de um governo de centro-direita. Já Brown tenta impedir que seu opositor eleja mais de 325 deputados, condição que lhe permitiria acordar na sexta-feira ainda como premier.

A indefinição também era potencializada na tarde de ontem pela indecisão do eleitorado. ComRes apurou que cerca de 40% dos eleitores - liberais, na maioria - ainda podem mudar seu voto. Em busca dos indecisos, Cameron, Brown e Clegg intensificaram ontem o contato com eleitores nos distritos em que a disputa está em aberto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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