Senado dos EUA aprova debate sobre reforma da saúde

Os senadores democratas se uniram na noite de ontem (21) para aprovar o início do debate no plenário do projeto de lei de reforma do setor de saúde, no valor de US$ 848 bilhões. Esse é o primeiro passo da difícil jornada política para obter a aprovação do projeto prioritário do presidente Barack Obama no legislativo.

AE-DOW JONES-AP, Agencia Estado

22 Novembro 2009 | 12h25

O líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, conseguiu assegurar os 58 votos de sua bancada e o apoio de dois independentes para evitar uma obstrução à moção de procedimento e abrir o debate da proposta. Por outro lado, Reid não conseguiu atrair nenhum voto favorável dos republicanos. A votação final foi de 60-39 a favor da moção. O Senado começará o debate após o recesso de uma semana em observação ao feriado de Ação de Graças, celebrado na última semana de novembro.

O projeto de lei do Senado visa reduzir enormemente o número de pessoas sem cobertura de seguro-saúde no país através da criação de um sistema de crédito tributário para indivíduos comprarem um seguro. O Escritório do Orçamento do Congresso estima que a lei vai estender a cobertura a 31 milhões de americanos, elevando para 94% o total da população com seguro-saúde.

O custo da medida será compensado através de uma variedade de provisões que visam elevar a receita, incluindo um imposto sobre planos de seguro de elevado custo, tarifas anuais sobre seguradoras, companhias farmacêuticas e fabricantes de instrumentos médicos e um corte nos subsídios para planos privados administrados pelo Medicare, conhecidos como Medicare Advantage.

Os republicanos buscam projetar a proposta, que trará mudanças fundamentais ao setor que abrange um sexto da economia dos Estados Unidos, como uma intromissão indevida do governo federal.

Na Casa Branca, o porta-voz Robert Gibbs emitiu um comunicado dizendo que o presidente Obama estava gratificado com a votação no Senado que, segundo ele, "nos coloca uma passo mais próximo de acabar com os abusos das seguradoras, contendo a espiral de custos da saúde, proporcionando estabilidade e segurança àqueles com seguro saúde e estendendo cobertura de saúde de qualidade para aqueles que não têm".

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