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REUTERS/Andres Martinez Casares

Senador de oposição é escolhido presidente interino do Haiti

Presidente do Senado, Jocelerme Privert foi ministro do Interior no governo do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide; ele terá missão de organizar novas eleições no país em 120 dias

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O Estado de S. Paulo

14 Fevereiro 2016 | 16h16

PORTO PRÍNCIPE - Legisladores escolheram um senador de oposição que atuou como ministro do Interior no governo do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide como presidente interino do Haiti neste domingo, 14, em um movimento com o objetivo de preencher um vácuo de poder que ameaça a estabilidade da nação caribenha.

O presidente do Senado, Jocelerme Privert, deverá ser empossado neste domingo como presidente provisório. Sua principal tarefa será organizar rapidamente novas eleições.

O Haiti cancelou uma corrida presidencial em andamento em janeiro, em meio a frequentes protestos violentos que alegavam fraude no primeiro turno e depois de o candidato de oposição boicotar a votação. O ex-presidente Michel Martelly finalizou seu mandato há uma semana sem um sucessor eleito.

Sob um acordo fechado antes de Martelly deixar o cargo, o governo interino terá um mandato de 120 dias, mas deverá organizar eleições até 24 de abril, para passar o poder para o vencedor em maio.

A escolha de Privert pode ajudar a acalmar os protestos, que foram liderados por apoiadores de Aristide. Depois que Aristide foi forçado a deixar o poder em 2004 por grupos armados, Privert ficou preso por dois anos sob acusações de ter orquestrado um massacre de opositores de Aristide. As acusações foram retiradas posteriormente.

A última vez em que houve um governo interino no Haiti foi após a saída de Aristide, quando demorou dois anos para serem realizadas eleições.

A situação do Haiti causou preocupação na comunidade internacional, que enviou várias missões para contribuir para solucionar a crise política que ameaça seriamente as frágeis instituições da nação caribenha. Uma preocupação acompanhada por atos violentos praticamente diários e manifestações da oposição. / REUTERS e EFE

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