EFE/Charlie Villegas
EFE/Charlie Villegas

Senadora opositora é presa nas Filipinas após acusações de corrupção

Leila de Lima ficará presa de forma preventiva na sede da Polícia Nacional do país; tribunal ainda não definiu uma data para o julgamento

O Estado de S.Paulo

24 Fevereiro 2017 | 15h10

MANILA - A senadora filipina Leila de Lima, maior opositora do presidente Rodrigo Duterte, se entregou nesta sexta-feira, 24, à polícia, um dia após um tribunal emitir uma ordem de prisão por ela ter supostamente recebido propinas de traficantes de drogas.

Leila, que passou a noite resguardada no Senado de Manila, se entregou de forma voluntária às 8h41 (locais), acompanhada de seus advogados e políticos próximos, diante de vários jornalistas, que transmitiram ao vivo a ação.

A senadora permanecerá presa de forma preventiva em Camp Crame, sede da Polícia Nacional das Filipinas, em Cidade Quezon, informou aos veículos de imprensa o porta-voz das forças de segurança, Dionardo Carlos. O Tribunal de Muntinlupa ainda não determinou a data do julgamento.

Antes de ser presa, Leila, que foi secretária (ministra) de Justiça entre 2010 e 2015, aproveitou para se defender diante das câmeras. "É uma honra ser presa pela causa que defendo", disse ela, após se autodefinir como uma "prisioneira política" e afirmar que "a verdade vai sair no momento certo".

O tribunal, liderado pela juíza Juanita T. Guerrero, emitiu um mandado de prisão contra a senadora, seu ex-guarda-costa e seu motorista, a pedido da acusação do Departamento de Justiça.

Segundo o Ministério, Leila de Lima teria recebido durante seu período no comando da Justiça uma grande quantia de dinheiro de narcotraficantes detidos em troca de tratamentos favoráveis, como veículos de golfe para transitar pelo presídio ou a realização de concertos.

A senadora enfrenta acusações de suborno indireto, violação da lei anticorrupção e do artigo sobre a "venda, comércio, administração, dispensa, entrega, distribuição e transporte" de drogas ilegais.

Somente a última acusação prevê penas para os infratores de, no mínimo, 12 anos a até prisão perpétua, assim como multas que variam entre 500 mil pesos (US$ 10 mil) e 10 milhões de pesos (US$ 200 mil). / EFE

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