Sequestro em hotel na Somália termina com 17 mortos

As forças de segurança da Somália retomaram neste sábado o controle de um hotel que havia sido invadido por extremistas na véspera, após um atentado a bomba. Pelo menos 17 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.

AE, Estadão Conteúdo

28 Março 2015 | 08h17

Segundo o capitão Mohamed Hussein, o tiroteio terminou e os agentes de segurança já vasculharam todo o prédio onde funciona o hotel Maka Al-Mukarramah, na capital do país, Mogadiscio. "A operação terminou. Nós assumimos o controle total do hotel".

De acordo com ele, mais quatro corpos foram encontrados dentro do prédio, além dos nove que já haviam sido localizados na sexta-feira. Outras quatro pessoas morreram no hospital Madina, de acordo com o médico Duniya Mohamed. Além disso, pelo menos outras 28 pessoas ficaram feridas, afirma Hussein Ali, que trabalha no serviço de ambulâncias.

Não está claro quantos dos mortos são extremistas, mas Mohamed Hussein diz que todos os terroristas foram mortos. Segundo o presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, o embaixador do país na Suíça também está entre os mortos.

O grupo Al-Shabaab, ligado à Al-Qaeda, assumiu a autoria do atentado contra o hotel, onde costumam se hospedar autoridades do governo e estrangeiros. O Al-Shabaab dominou boa parte de Mogadiscio entre 2007 e 2011, mas foi expulso da capital e de outras grandes cidades do país pelas tropas da União Africana.

Este último ataque começou às 16h (horário local) de sexta-feira, quando um carro-bomba foi detonado na porta do hotel. Logo na sequência um grupo armado invadiu o prédio. Eles se esconderam nos quartos e corredores escuros e tiros ocasionais eram ouvidos de vez em quando. Aparentemente as forças de segurança esperaram amanhecer para tentar encontrar os insurgentes. Fonte: Associated Press.

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