Sharon: Israel não quer governar milhões de palestinos

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse ao Parlamento que apoiar o plano para remover 8.800 colonos israelenses de toda a Faixa de Gaza e de quatro assentamentos da Cisjordânia foi a decisão mais difícil de sua carreira, mas acrescentou que Israel não tem o desejo de governar milhões de palestinos, e deu a entender que a oposição dos colonos ao plano é exagerada. O premier fez até mesmo alguns comentários conciliatórios para os palestinos, demonstrando arrependimento pelo sofrimento dos refugiados, desabrigados pelos combates com Israel. "A guerra é assim. Mas a guerra não é inevitável, nem predestinada", disse ele. "Mesmo hoje, lamentamos a perda de vidas inocentes em vosso meio. Nosso caminho não é o caminho da matança deliberada", afirmou, em um discurso considerado "notável" por analistas israelenses. Cerca de 40 parlamentares do Partido Likud, do primeiro-ministro, opuseram-se ao plano de retirada. A vitória desta terça-feira foi apenas a primeira de várias necessárias antes que o plano possa ser implementado, em 2005. O governo Sharon ainda corre o risco de se desintegrar ou cair em outras questões, como o Orçamento.

Agencia Estado,

26 Outubro 2004 | 16h54

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.