Simpatizantes de Aristide fecham acesso a favela no Haiti

Simpatizantes do presidente haitiano deposto Jean-Bertrand Aristide queimaram pneus e lixo para armar uma barricada em frente à favela de Bel Air, em Porto Príncipe, fechando os acessos ao reduto de partidários do líder exilado. Não houve mortes nesta sexta-feira, mais de uma semana depois do início de uma onda de violência que já custou pelo menos 20 vidas na capital haitiana. Os simpatizantes de Aristide exigem o retorno do presidente deposto ao poder. Atualmente, Aristide está exilado na África do Sul. Soldados brasileiros da força de paz da ONU posicionaram-se sobre quatro veículos blindados em frente ao Palácio Nacional, situado a apenas algumas quadras de Bel Air. Ao mesmo tempo, outros militares uniram-se à polícia local para patrulhar a favela de La Saline, um dia depois de dois corpos decapitados terem sido encontrados nas ruas, um deles carbonizado. "Nós não hesitaremos em usar a força em caso de necessidade para eliminar criminosos e trazer calma ao povo haitiano", declarou o general brasileiro Américo Salvador de Oliveira. Segundo ele, as tropas da ONU apreenderam dezenas de armas de fogo e muitas armas brancas ao longo da última semana. A força de cerca de 3.000 homens da ONU no Haiti enfrentou dificuldades por ter de se dividir entre Porto Príncipe, onde os simpatizantes de Aristide exigem o retorno do líder deposto, e Gonaives, devastada pela tempestade tropical Jeanne, que deixou pelo menos 1.870 mortos e 884 desaparecidos na cidade.

Agencia Estado,

08 Outubro 2004 | 16h30

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