Jacquelyn Martin/AP
Jacquelyn Martin/AP

SIP defende liberdade de expressão na América Latina

Em reunião na República Dominicana, organização critica repressão a jornalistas na Venezuela e no Equador

O Estado de S. Paulo

10 Abril 2016 | 19h30

SANTO DOMINGO - A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol) realizou neste domingo, 10, em Punta Cana, na República Dominicana, uma defesa veemente da liberdade de imprensa e de expressão na América Latina. Entre as pautas da reunião também estão a indústria jornalística, a concentração de meios de comunicação na região e a transformação digital. A organização aproveitou ainda o evento para criticar a liberdade de imprensa na Venezuela.

“Quero enfatizar o forte compromisso do governo dominicano com a liberdade de imprensa e de expressão. E, quando falo de compromisso, não é uma expressão retórica”, disse Daniel Medina, presidente da República Dominicana. 

Medina e o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, assinaram a Declaração de Chapultepec, que confirma o compromisso com a liberdade de imprensa no país. 

Críticas. No sábado, o presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Claudio Paolillo, afirmou que o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, utiliza o aparato judicial para “acuar, perseguir e silenciar jornalistas críticos e independentes”. 

Segundo Paolillo, o acesso à informação em alguns países da América Latina e no Caribe ainda é uma verdadeira “odisseia”. Ele lamentou a morte de jornalistas na região e defendeu que esses assassinatos sejam considerados crimes contra a humanidade. 

Ele apresentou o relatório da comissão, segundo o qual nos últimos seis meses, 12 jornalistas foram mortos na região.  “Outra vez, México e Brasil lideram a lista macabra com quatro jornalistas assassinados em cada um deles. Além disso, Colômbia, Guatemala, El Salvador e Venezuela têm um morto cada um e, como sempre, a impunidade reina”, disse Paolillo.

O diretor executivo da SIP, Ricardo Trotti, elogiou a investigação jornalística que resultou no caso Panama Papers, que mostrou como chefes de Estado, empresários, criminosos e celebridades ocultam recursos em paraísos fiscais em várias partes do mundo. “A SIP sempre defendeu que haja mais informações, porque o mais importante é a transparência”, afirmou Trotti.

Equador. Sobre o Equador, o jornalista reiterou as críticas que a SIP vem fazendo com relação à Lei Orgânica de Comunicação. Na sua opinião, ela representa uma “censura implacável” por parte do governo equatoriano aos veículos de imprensa independentes do país. / EFE e REUTERS

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