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Bombardeios na cidade síria de Raqqa deixam 39 mortos

Dez ataques aéreos foram lançados na região controlada pelo Estado Islâmico, mas não se sabe a autoria

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O Estado de S. Paulo

19 Março 2016 | 13h05

BEIRUTE - Pelo menos 39 pessoas morreram neste sábado e 60 ficaram feridas por ataques aéreos contra a cidade de Al Raqqa, reduto principal do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) na Síria, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.


Entre os mortos, há pelo menos cinco crianças, sete mulheres e sete membros da "Polícia" islâmica do EI, acrescentou a ONG. Ela teme um aumento no número de mortos, pois há muitos feridos em estado grave.

A fonte detalhou que houve pelo menos dez ataques aéreos contra distintas zonas de Al Raqqa, localizada no nordeste da Síria, como as imediações do Hospital Nacional e a área de Panorama, e os bairros de Firdus e Zakna, entre outros.

 Não está claro qual país comandou os ataques à região, que é controlada pelos extremistas do Estado Islâmico. A Rússia conduz ataques aéreos na Síria desde 30 de setembro e, nas últimas semanas, tropas sírias com apoio da aviação russa intensificaram os ataques para reconquistar a região.

Na sexta-feira, 16 pessoas morreram, entre elas 8 crianças e 5 mulheres, em ataques similares em Raqqa. O EI proclamou um califado em territórios da Síria e do Iraque, onde tomou partes do norte e do centro de ambos países.

Estes bombardeios coincidem com as negociações de paz em Genebra entre uma delegação do governo sírio e outra da Comissão Suprema para as Negociações (CSN), a mais importante aliança opositora, auspiciadas pela ONU.

O EI está excluído do cessar-fogo, iniciado em 27 de fevereiro e que ainda segue em vigor, entre o Executivo de Damasco e a CSN. / EFE e AP

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