Assad diz que russos precisam ter sucesso, ou região será destruída

Guerra na Síria está entrando em seu quinto ano, com pelo menos 250 mil pessoas mortas e metade da população pré-guerra; são 4 milhões de refugiados e 8 milhões de migrantes internos

Estadão Conteúdo

04 Outubro 2015 | 12h10

O presidente da Síria, Bashar Assad, disse em uma entrevista concedida neste domingo que os ataques aéreos russos contra "terroristas" em seu país precisam ser bem-sucedidos, ou toda a região será destruída. Ele ainda acusou os países do ocidente de piorarem a crise de refugiados.

Assad concedeu entrevista para a rede de TV Khabar, do Irã, e fez seus primeiros comentários sobre a ofensiva aérea lançada pela Rússia contra vários grupos na Síria, na última quarta-feira. Assad criticou os países ocidentais, acusando-os de alimentar o terrorismo ao apoiar grupos rebeldes, e, mais recentemente, a crise de refugiados.

"Na realidade, eles são os maiores contribuintes para que a situação chegue a este ponto, ao apoiar o terrorismo e impor um cerco sobre a Síria", disse ele, em referência aos países ocidentais. "Eles se dizem contra o terrorismo, mas são terroristas em suas políticas impondo um cerco à Síria, e apoiando grupos terroristas".

Mais de meio milhão de pessoas atravessaram o Mediterrâneo para a Europa este ano, a maioria sírios, mais do que o dobro do número registrado em todo o ano de 2014. Países europeus têm se confrontado com a crise de refugiados, descrita com a pior desde a Segunda Guerra Mundial.

A guerra na Síria está entrando em seu quinto ano, com pelo menos 250 mil pessoas mortas e metade da população pré-guerra. São 4 milhões de refugiados e 8 milhões de pessoas deslocadas internamente.

Neste domingo, quinto dia da campanha aérea, a Rússia divulgou que seus aviões realizaram 20 missões durante o dia, com ataques a posições do Estado Islâmico na província noroeste de Idlib. A província é controlada por uma coalizão rebelde conhecida como Jaish al-Fatah, que inclui a Frente Nusra, mas não o Estado Islâmico. Os bombardeiros atacaram também o campo de treinamento na província de Raqqa, que é controlada pelo grupo Estado Islâmico. 

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