AFP PHOTO / Tobias SCHWARZ
AFP PHOTO / Tobias SCHWARZ

Social-democratas sugerem possibilidade de coalizão com Merkel

Líder do SPD, Martin Schulz, se reunirá com a chanceler alemã e com Horst Seehofer, dirigente do partido conservador bávaro CSU, aliado de Merkel, na próxima semana; partido hesita entre participar do governo ou se manter na oposição e forçar novas eleições

O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2017 | 12h24

BERLIM - A chanceler alemã, Angela Merkel, e o líder do Partido Social-Democrata (SPD), Martin Schulz, se reunirão na quarta-feira para abordar uma possível aliança governamental para tirar a Alemanha da sua atual crise política, anunciou nesta sexta-feira, 8, uma dirigente do partido de centro esquerda.

Líder social-democrata está disposto a negociar com Merkel

Os delegados do SPD, reunidos em congresso na quinta-feira, deram aval à abertura de negociações com os conservadores de Merkel. Além da chanceler e Schulz, Horst Seehofer, dirigente do partido conservador bávaro CSU, aliado de Merkel, também participará do encontro.

"Tivemos umas primeiras conversas", informou a líder do grupo parlamentar do SPD, Andrea Nahles, à rádio Deutschlandfunk. "Ainda estamos em uma fase exploratória, ainda não estamos realmente negociando", insistiu.

Alemanha sem governo

Cerca de três meses depois das eleições legislativas, Merkel continua em busca de um aliado para formar seu quarto governo. O fracasso no mês passado das negociações entre os conservadores, os liberais e os Verdes obrigou o SPD, que queria permanecer na oposição após seus maus resultados nas eleições de 24 de setembro, a mudar de opinião.

O partido mais antigo da Alemanha hesita entre várias opções, incluindo a participação num governo dirigido por Merkel ou o apoio sem compromisso a um governo conservador que estará em minoria no Bundestag, o Parlamento alemão. Por outro lado, os social-democratas tampouco descartam rejeitar ambas as opções, resultando assim em eleições antecipadas.

Avanço da direita

A possibilidade de uma volta às urnas preocupa tanto os conservadores como o SPD, já que, segundo as pesquisas, as eleições só beneficiariam o partido de extrema direita Alternativa para Alemanha (AfD).

Essa formação anti-imigração, anti-islã e anti-Merkel conseguiu um resultado histórico de cerca de 13% em setembro, que deu lugar a uma Câmara muito fragmentada, dificultando a obtenção de uma maioria parlamentar. / RFI, COM AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.