Soldados e rebeldes sírio em fronteira com Turquia

Forças do governo sírio realizaram disparos de metralhadora e de morteiros nesta sexta-feira durante violentos confrontos com desertores militares numa cidade perto da fronteira com a Turquia, informou um grupo ativista sírio. O Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, sediado em Londres, disse que confrontos na cidade de Azaz, na província de Aleppo (norte do país) deixaram pelo menos três soldados e um desertor mortos. O grupo, que tem uma rede de ativistas em toda a Síria, disse que helicópteros foram vistos sobrevoando a cidade, que fica a oito quilômetros da fronteira com a Turquia.

AE, Agência Estado

23 Março 2012 | 11h15

Os Comitês de Coordenação Locais, outro grupo ativista, disseram que tropas estavam bombardeando áreas residenciais em Azaz com metralhadoras e morteiros.

O Observatório também relatou a ocorrência de 24 ataques com morteiros na manhã desta sexta-feira em vários bairros da cidade de Homs, como Bab Dreib, Safsaf e Warsheh. Segundo o grupo, duas pessoas foram mortas em Safsaf.

Homs tem sido palco de alguns dos confrontos mais sangrentos do levante. Forças do governo destruíram o reduto rebelde de Baba Amr em 1º de março, mas enfrentam resistência em outras partes da cidade.

Ativistas também relataram a realização de manifestações em diferentes partes da Síria após as orações muçulmanas do meio-dia e disseram que tropas do governo dispararam contra os manifestantes. O Observatório disse que forças de segurança abriram fogo contra um protesto que reuniu 1.000 pessoas no bairro de Kfar Souseh, em Damasco, ferindo pelo menos oito.

Os CCL disseram que forças de segurança abriram fogo contra manifestantes em Aleppo e que há mortos e feridos. A cidade é a maior da Síria, além de ser o principal centro de apoio a Assad. Outros realizaram protestos na província de Deraa, na cidade costeira de Latakia, na região rica em petróleo de Deir el-Zor e na cidade de Hama, onde três pessoas ficaram feridas.

Vídeos amadores postados na internet nesta sexta-feira mostram o que o autor descreve como tanques de batalha T-72, de fabricação soviética, nas ruas de Hama. O vídeo foi gravado na terça-feira, segundo o autor, mas sua autenticidade não pôde ser verificada de forma independente.

Os CCL disseram que pelo menos 18 pessoas foram mortas em todo o país. Já o Observatório indicou que foram cinco mortos. As informações são da Associated Press.

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