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Subsecretária de turismo do Equador renuncia ao cargo após declarações polêmicas

Cristina Rivadeneira havia afirmado que sabia que ‘algo ia acontecer a elas mais cedo ou mais tarde’ em referência às duas turistas argentinas assassinadas no território equatoriano

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O Estado de S. Paulo

11 Março 2016 | 12h13

QUITO - A subsecretária de Mercados do Ministério de Turismo do Equador, Cristina Rivadeneira, renunciou ao seu cargo na quinta-feira após suas declarações polêmicas nas quais afirmou, sobre duas turistas argentinas assassinadas no país, que “algo ia acontecer a elas mais cedo ou mais tarde”.

“Peço desculpas como mãe e filha, minhas palavras não tinham intenção de prejudicar ninguém, e apresento minha renúncia irrevogável ao Ministério do Turismo”, escreveu Cristiana em sua conta no Twitter na quinta-feira.

Em uma feira de turismo em Berlim, a funcionária deu declarações na quarta-feira aos meios de comunicação alemães, reproduzidas pela imprensa argentina e equatoriana, nas quais afirmou, sobre as duas turistas, que “tinha certeza que algo iria acontecer a essas meninas, porque elas apontavam o dedo (para pedir carona) até a Argentina”.

Pouco depois, o Ministério do Turismo emitiu um comunicado rejeitando as “declarações não autorizadas”, nas quais pediu desculpas aos parentes das vítimas e anunciou que tomaria “as medidas correspondentes a tais expressões infelizes”.

Depois de serem dadas como desaparecidas, Marina Menegazzo e Maria José Coni, de 21 e 22 anos respectivamente e oriundas da cidade argentina de Mendoza, foram encontradas mortas com sinais de violência no dia 28 de fevereiro em Montañita, um balneário localizado a cerca de 300 km ao sudoeste do Quito. Autoridades prenderam no dia seguinte os dois supostos assassinos.

O caso ganhou versões diferentes por oficiais equatorianos e parentes das vítimas na Argentina, o que motivou o presidente Mauricio Macri a enviar para o Equador uma equipe de médicos, com a autorização das autoridades locais.

O procurador-geral do Equador, Galo Chiriboga, confirmou na quarta-feira no Twitter a identidade de Maria José Coni “após coleta de amostras de DNA”. Com relação à identificação de Marina Menegazzo, ainda não houve um pronunciamente oficial.

Na terça-feira, quando foi celebrado o Dia Internacional da Mulher, dezenas de milhares de pessoas protestaram em Buenos Aires pedindo o fim dos feminicídios e o esclarecimento do crime das jovens no Equador. /AFP

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