Andreas Schyman, TT News Agency via AP
Andreas Schyman, TT News Agency via AP

Suspeito de atentado em Estocolmo confessou pertencer ao EI, diz imprensa sueca

Jornais locais identificaram o agressor como Rakhmat Akilov, que teria chegado ao país em 2014, mas teve seu pedido de asilo rejeitado dois anos depois

O Estado de S.Paulo

10 Abril 2017 | 08h04

COPENHAGUE - O suposto autor do atentado de sexta-feira 7 com um caminhão em Estocolmo, um solicitante de asilo nascido no Uzbequistão que tinha uma ordem de expulsão, confessou sua culpa e alegou que pertence ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI), de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira, 10, por veículos de imprensa suecos.

"Atropelei os infiéis", disse o rapaz, garantindo ter recebido ordens diretas do EI, a partir da Síria, e exigiu o fim dos bombardeios no país, segundo o jornal Aftonbladet, que não cita fontes.

Alguns jornais suecos identificaram o preso como Rakhmat Akilov. Autoridades confirmaram que ele chegou ao país em 2014, mas teve seu pedido de asilo rejeitado dois anos depois. Akilov tinha uma ordem de expulsão e era procurado pela polícia desde o fim de fevereiro.

Ele tinha como endereço um apartamento no norte de Estocolmo, mas segundo os jornais locais, morava na realidade em um subúrbio na zona sul, onde dividia um apartamento com outras pessoas. A polícia realizou uma operação no sábado na região e fez algumas prisões.

O suspeito passou as horas que antecederam o atentado conectado com o seu telefone a uma rede sem fio, de acordo com Aftonbladet. A imprensa sueca também apurou que Akilov, que trabalhou em 2016 para uma empresa de saneamento, havia feito um reconhecimento da região antes do ataque.

Do número desconhecido de pessoas que foram detidas nos últimos dias, apenas duas permanecem presas, o suspeito e outra contra quem apareceram acusações no domingo 9, informou um porta-voz à emissora pública SVT.

As estações de metrô e as ruas da capital continuarão com presença policial reforçada durante a Semana Santa, assim como outras zonas estratégicas do país.

Das nove pessoas que permanecem hospitalizadas, duas estão em estado grave. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.