Suu Kyi pede reunião com líder da Junta Militar em Mianmar

Ativista e líder pró-democracia cumpre 18 meses de prisão domiciliar, pena que sofreu em 14 dos últimos 20 anos

Efe,

16 Novembro 2009 | 12h53

A ativista e líder oposicionista de Mianmar, Aung San Suu Kyi, pediu uma reunião com o presidente da Junta Militar Birmanesa, o general Than Shwe, para colaborar em benefício da nação, informou nesta segunda-feira, 16, um de seus advogados.

 

Nyan Win disse que Suu Kyi, de 64 anos, também pediu permissão ao regime de Mianmar para que possa se reunir em sua casa com a cúpula da Liga Nacional pela Democracia (LND), único partido de oposição que resiste à pressão do governo, segundo as informações fornecidas pelo advogado.

 

Suu Kyi cumpre 18 meses de prisão domiciliar, pena que sofreu em 14 dos últimos 20 anos por pedir de forma pacífica reformas democráticas no país.

 

A notícia da carta de Suu Kyi ao general Shwe, a segunda depois da que escreveu em setembro para oferecer seus serviços e conseguir que comunidade internacional levante algumas das sanções impostas ao país asiático, vem depois que o próprio presidente dos EUA, Barack Obama, pediu a libertação da ativista.

 

Obama se reuniu no fim de semana passado em Cingapura com os líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean, na sigla em inglês), dentre os quais estava o primeiro-ministro birmanês, o general Thein Sein. A Asean é formada por Mianmar, Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã.

 

Os EUA modificaram sua postura ante Mianmar nos últimos meses para estabelecer um diálogo direto sobre as sanções e enviou no mês passado ao país asiático a delegação de mais alto nível em 15 anos.

 

Uma ditadura militar governa o país desde 1962 e não são organizadas eleições desde 1990, quando Suu Kyi e a LND venceram com 82% dos votos, embora o governo nunca reconheceu a derrota.

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