REUTERS/Rathavary Duong
REUTERS/Rathavary Duong

Taiwan proíbe morte de cães e gatos para consumo

Nova lei, a primeira do gênero na Ásia, foi aprovada para melhorar a proteção animal no país; a venda da carne já estava proibida desde 2001

O Estado de S.Paulo

12 Abril 2017 | 05h00
Atualizado 12 Abril 2017 | 11h46

TAIPÉ - O Parlamento de Taiwan aprovou uma lei proibindo a morte de cães e gatos para consumo humano, informou o site da BBC. Os que forem pegos desobedecendo a lei terão de pagar uma pesada multa ou poderão ser condenados a até 2 anos de prisão - além de ter seus nomes e fotos tornados públicos. 

A nova lei foi aprovada como forma de melhorar a proteção animal no país e é a primeira do gênero na Ásia, onde outros países como China, Coreia do Sul e Vietnã ainda mantêm a prática. Em 2001, Taiwan aprovou uma lei proibindo a venda de carne ou pele de animais como cães e gatos. A carne de cão costumava ser consumida na ilha, mas agora muitos dos taiwaneses tratam o animal como um membro da família.

Em fevereiro, Taiwan proibiu a eutanásia de animais abandonados nos canis municipais, depois de um período de transição de dois anos. Em 5 de maio de 2016, a veterinária taiwanesa Chien Chih-cheng se suicidou com a mesma substância que usava na eutanásia, supostamente por não ter conseguido lidar com o peso de estar encarregada de abater os animais do abrigo onde trabalhava.

A sua morte levou a que surgissem apelos pela melhoria das condições nos canis, tanto para os animais quanto para os trabalhadores.Em uma carta deixada por Chien ela mostra toda a sua preocupação com os cães abandonados: “Eu espero que minha ida faça com que vocês percebam que cachorros abandonados também são vidas. Espero que o governo entenda a importância de controlar o problema. Por favor, valorizem a vida”, escreveu a veterinária.

O caso teve grande impacto em Taiwan e levou ao questionamento sobrea as pressões suportadas pelas pessoas que trabalhavam na linha de frente da batalha contra o abandono dos animais de estimação.

Funcionários do abrigo disseram que não queriam sacrificar os cães, mas Chien e outros viam essa como a solução "menos dolorosa" para os animais que ficavam ali, envelhecendo sem ser adotados, correndo risco de pegar doenças em razão da superlotação.

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