Tempestade Agatha desacelera, mas chuva continua

Fortes chuvas trazidas pela primeira tempestade tropical da temporada 2010, batizada de Agatha, atingiram a Guatemala e o sul do México ontem. Até o final de domingo, 13 pessoas haviam morrido e outras 24 estavam desaparecidas, mas autoridades disseram que o número de vítimas pode aumentar. A tempestade também causou danos em Honduras e El Salvador.

AE-AP, Agência Estado

30 Maio 2010 | 18h29

Com ventos de até 75 quilômetros por hora, a tempestade provocou deslizamentos de terras perto da fronteira da Guatemala e do México antes de enfraquecer para uma depressão tropical. Contudo, autoridades alertaram que os problemas estão longe de terminar e que as chuvas continuam atingindo vulneráveis encostas e assentamentos nos dois países.

"Ela desacelerou para uma tempestade tropical, mas isso significa que a velocidade dos ventos diminuiu, não a quantidade de chuva", disse o presidente guatemalteco Álvaro Colom na noite de sábado, acrescentando que os rios no sul do país estavam perto de transbordar.

No sábado, deslizamentos de terras na Cidade da Guatemala mataram quatro pessoas e deixaram outras 11 desaparecidas, de acordo com o porta-voz David de Leon. A maior parte da cidade ficou sem eletricidade durante a noite, o que dificultou os trabalhos de busca.

Quatro crianças também morreram soterradas na cidade de Santa Catarina Pinula, localizada a cerca de 10 quilômetros da capital. Já no departamento de Quetzaltenango, 200 quilômetros ao oeste da Cidade da Guatemala, um desmoronamento atingiu uma casa de família, matando duas crianças e dois adultos, informou o porta-voz.

Ao todo, 75 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas e mais de 3.500 residências foram danificadas, em sua maioria devido ao transbordamento de rios. As chuvas que atingiram a Guatemala no sábado foram as piores dos últimos 60 anos. Aos danos das chuva se somam as mais de 800 casas danificadas e mais de duas pessoas desabrigadas por causa da erupção do vulcão Pacaya ocorrida na quinta-feira passada.

Em Honduras, as autoridades emitiram sinais de alerta em sete províncias por causa das chuvas, que já deixaram um morto e um desaparecido. Honduras e El Salvador fecharam temporariamente sua fronteira terrestre de El Amatillo no domingo, depois que as fortes chuvas fizeram com que o rio Goascorán ultrapasse seu limite. "Estamos com medo de que a ponte Amatillo, que liga os dois países, se desestabilize por causa do fluxo das águas do Pacífico, que provoca um retorno das águas do rio Goascorán obstruindo as descargas de seus afluentes", informou o general Carlos Cordeiro, comandante nacional dos bombeiros de Honduras. Cordeiro assegurou que o trânsito pela Pan-Americana entre os dois países se mantém sem problemas.

Em El Salvador, o Presidente Mauricio Funes declarou alerta vermelho em todo território depois que as fortes chuvas do Agatha deixaram pelo menos três mortos e mais de cinco mil desabrigados em todo país.

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