Tempestade Mirinae deixa 109 mortos no Vietnã e Camboja

Outras 11 pessoas seguem desaparecidas por conta das fortes enchentes, as piores em quatro décadas

Efe,

06 Novembro 2009 | 10h02

Pelo menos 109 pessoas morreram e 11 seguem desaparecidas após a passagem da tempestade tropical Mirinae pela região central do Vietnã e Camboja, informaram hoje fontes oficiais nesta sexta-feira, 6.

 

No Vietnã, a maioria das vítimas morreram por conta das inundações na província de Phu Iene, Gia Lai e na vizinha província de Binh Dinh, que sofreu as piores enchentes em quatro décadas, onde a televisão local mostrou imagens de moradores desesperados nos tetos de suas casas ou escapando em balsas improvisadas das inundações. No Camboja, duas pessoas morreram na província de Mondulkiri, no nordeste do país.

 

Milhares de vietnamitas que perderam suas casas se refugiaram em colégios, centros religiosos e outros edifícios públicos. As autoridades provinciais pediram ao governo o envio imediato de comida e água potável, enquanto uns 2 mil soldados foram desdobrados para ajudar a repartir ajuda.

 

O governo acredita que o prejuízo dos danos causados pelo temporal às plantações de arroz e de café, assim como na rede de infraestruturas do centro do Vietnã, onde 124 mil moradores foram evacuados antes das primeiras chuvas, podem chegar a US$120 milhões.

 

Após sua passagem pelas Filipinas, onde deixou cerca de 20 mortos, o tufão Mirinae perdeu força e chegou ao Vietnã como tempestade tropical, passando ao Camboja transformado em sistema de baixa pressão atmosférica. A tempestade tropical tocou terra no litoral vietnamita quase um mês depois da chegada de Ketsana, outra tempestade que deixou 160 vítimas em inundações e deslizamentos de terras. Ketsana também arrasou as Filipinas, inundando a capital e deixando quase 500 mortos antes de continuar a destruição no Laos e Camboja.

 

Os temporais, tempestades tropicais e tufões são endêmicos no Sudeste Asiático durante a estação chuvosa e a cada ano provocam centenas de mortos, mas a quantidade e potência dos últimos temporais que castigaram a região são fruto, segundo muitos especialistas, dos efeitos da mudança climática.

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