Henry Romero/Reuters
Henry Romero/Reuters

Terremoto de 7,1 graus abala o México e mata ao menos 217

Tremor leva pânico à capital mexicana, deixa quase 4 milhões sem eletricidade e causa vazamentos de gás; equipes de resgate reviram escombros para tentar resgatar sobreviventes

O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2017 | 15h42
Atualizado 20 Setembro 2017 | 17h45

CIDADE DO MÉXICO - Um forte terremoto de 7,1 graus na escala Richter foi registrado na terça-feira no México - apenas 12 dias após um tremor de 8,2 graus atingir a costa sul do país e deixar 98 mortos. Desta vez, o número de mortos chega a 217 e dezenas de prédios ruíram na Cidade do México e em Estados próximos. Um balanço anterior falava em 248, mas a cifra foi corrigida por Luis Felipe Puente, diretor da Proteção Civil no Ministério do Interior.

Dentre as vítimas, mais de 20 crianças morreram em uma escola na capital mexicana. Equipes de resgate reviraram escombros na madrugada desta quarta-feira, 20, em busca de dezenas de menores que ainda podem estar soterrados. O tremor derrubou dezenas de prédios. Os Estados mais atingidos foram Moreno, Puebla e Estado do México. 

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, estabeleceu como prioridade o resgate de pessoas soterradas nos deslizamentos e o atendimento aos feridos. "A prioridade neste momento é continuar o resgate de quem ainda está preso e dar atendimento médico aos feridos", afirmou ele, em uma mensagem em cadeia nacional, após percorrer alguns pontos da Cidade do México.

O prefeito da capital mexicana, Miguel Ángel Mancera, disse que pelo menos 49 prédios ruíram e as equipes de resgate haviam retirado entre 50 e 60 pessoas com vida dos escombros. O terremoto sacudiu edifícios e causou pânico, levando as pessoas a correr para as ruas.

O tremor ocorreu no mesmo dia em que se completavam 32 anos do terremoto de 8,1 graus que deixou ao menos 10 mil mortos na capital mexicana. No momento do abalo, várias pessoas participavam justamente de um treinamento para aprender a lidar com sismos. Segundo informações preliminares, os edifícios afetados ficam principalmente nos bairros Condesa, Roma, Del Valle, Navarte, Centro, Coyacán e Xochimilco. Um edifício também desmoronou na tradicional Zona Rosa da capital.

Equipes de resgate escavavam entre os escombros das construções em busca de vítimas. Curiosos aplaudiram quando uma mulher foi retirada de um edifício que ruiu e os socorristas logo pediram silêncio para tentar ouvir pedidos de socorro. Fachadas de prédios também ruíram sobre pedestres e carros, muitos com pessoas dentro.

Consequências

O abalo causou cortes no fornecimento de energia - 4 milhões ficaram sem eletricidade -, vazamento de gás, interrupção no serviço de telefonia e a suspensão do funcionamento do metrô. As sacadas de alguns prédios se desprenderam com o intenso abalo. As aulas foram suspensas, assim como a sessão da Bolsa de Valores. O serviço de emergência informou que o Aeroporto Internacional Benito Juárez suspendeu as operações, pois registrou rachaduras no chão. O epicentro foi registrado a 51 quilômetros de profundidade a 7 km a oeste de Chiautla de Tapia, entre o Estado de Puebla e o de Morelos.

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O Departamento de Proteção Civil mexicano informou que vários incêndios foram reportados em diversos prédios da Cidade do México. "Estou consternada, não consigo conter o choro, é o mesmo pesadelo de 1985", disse Georgina Sánchez, de 52 anos, que chorava em uma praça. No dia 19 de setembro daquele ano, o terremoto foi sentido com mais força que o do dia 8, o mais poderoso desde 1932 no México, que deixou 98 mortos no sul do país. / NYT, EFE, REUTERS, AFP e AP

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