REUTERS/Hazrat Ali Bacha
REUTERS/Hazrat Ali Bacha

Terremoto de 7,5 graus abala Paquistão, Índia e Afeganistão; número de mortos sobe para 215

Tremor afetou o fornecimento de energia e a comunicação nas regiões afetadas, e deixou dezenas de pessoas feridas

O Estado de S. Paulo

26 Outubro 2015 | 08h33

NOVA DÉLHI (atualizada às 12h30) - Um terremoto de 7,5 graus na escala Richter foi registrado nesta segunda-feira, 26, a cerca de 250 quilômetros ao norte de Cabul, no Afeganistão, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos. De acordo com os primeiros relatórios, o terremoto aconteceu às 13h30 (horário local) e provocou ondas de choque que foram sentidas no Paquistão e em todo o norte da Índia. Ao menos 215 pessoas morreram, a maioria no território afegão e paquistanês, e outras centenas ficaram feridas.

O epicentro foi na Província de Badakhshan, no nordeste do Afeganistão, a 73 quilômetros ao sul de Faryabad. A região montanhosa escassamente povoada faz parte da cordilheira do Himalaia e é compartilhada por afegãos e paquistaneses.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos divulgou inicialmente que a intensidade do terremoto havia sido de 7,7 graus na escala Richter, mas revisou a informação para 7,5. O governo do Paquistão anunciou que ao menos 147 pessoas morreram e cerca de 600 ficaram feridas, enquanto autoridades afegãs disseram que 33 foram mortas e mais de 200 se feriram no país. 

No Paquistão, prédios tremeram e pessoas correram para as ruas em pânico, disse Zahid Rafiq, funcionário do departamento meteorológico. “Eu rezava enquanto o terremoto sacudia a minha casa. Fiquei em pânico”, afirmou Munir Anwar, morador de Liaquat Pur, na Província de Punjab. 

Pessoas correram para as ruas, gritando, chorando e cantando hinos religiosos em um esforço para se manterem calmos. “Pensei que era o fim do mundo”, disse o lojista Iqbal Bhat.

O chefe do Exército paquistanês, o general Raheel Sharif, ordenou que algumas tropas fossem aos locais afetados pelo terremoto. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, publicou uma mensagem em sua conta oficial no Twitter em que pediu uma avaliação urgente dos danos e disse estar pronto para ajudar onde for necessário, incluindo no Afeganistão e no Paquistão.

No Afeganistão, 12 estudantes morreram em uma escola para garotas em razão da confusão causada pelo tremor. “Há relatos de vítimas e destruição” em alguns distritos remotos de Badakhshan, disse o diretor de gestão de desastres no país, Abdullah Humayoon Dehqan. 

O governador de Badakhshan, Shah Waliullah Adib, disse que cerca de 400 casas foram destruídas. "No momento, ainda estamos coletando informações", afirmou. Na Província de Takhar, 42 garotas foram levadas para o hospital na capital Taluqan, onde mais de 60 casas foram destruídas.

O chefe do governo do Afeganistão, Abdullah Abdullah, descreveu o terremoto como o "mais forte" ocorrido no Afeganistão nas "décadas recentes". Ele também pediu à população que permaneça em lugares ao ar livre. Abdullah informou ainda que os "parceiros internacionais" do país estão colaborando com as tarefas de auxílio, e pediu cooperação a agências humanitárias.

A eletricidade e a comunicação foram afetadas em algumas áreas. A energia foi cortada em grande parte de Cabul, onde os tremores foram sentidos por 45 segundos. "Não conseguimos contatar as pessoas em áreas remotas porque as linhas de telefone caíram, então há chances de o número de mortos aumentar ainda mais", afirmou Scott Anderson, vice-diretor do escritório americano de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, sigla em inglês) em Cabul.

Este terremoto é o de maior intensidade ocorrido no sul da Ásia, área de alta atividade sísmica, desde abril, quando um abalo no Nepal de 7,8 pontos na escala Richter deixou cerca de nove mil mortos. /EFE, AFP, ASSOCIATED PRESS e REUTERS

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