Testemunha confirma: britânico foi decapitado no Iraque

O britânico Kenneth Bigley, que mês passado implorou em lágrimas para ser resgatado pelo primeiro-ministro Tony Blair, foi decapitado por seus captores, diz uma testemunha que assistiu ao vídeo da morte. A testemunha, que pediu para não ser identificada, disse que a gravação, enviada à TV Abu Dabi, mostra seis homens, encapuzados e armados, em pé às costas de Bigley, ajoelhado. Segundo a testemunha, o homem ajoelhado é o mesmo que aparece nos dois vídeos anteriores divulgados sobre Bigley. Um dos seis captores fala em árabe por cerca de um minuto. Depois, o orador tira uma faca da cinta e remove a cabeça de Bigley enquanto outros três mantêm a vítima imóvel. A fita termina com o assassino exibindo a cabeça cortada. Autoridades britânicas em Bagdá dizem que não há confirmação da morte de Bigley, e militares americanos dizem que nenhum corpo ainda foi encontrado. A TV Abu Dabi diz ter o vídeo da morte, mas que optou por não exibi-lo. Bigley, de 62 anos, havia sido seqüestrado em 16 de setembro, juntamente com dois americanos, de um bairro nobre de Bagdá. Os seqüestradores são membros do grupo Monoteísmo e Guerra Santa, a organização terrorista mais temida do Iraque, comandada pelo jordaniano Abu Musab al-Zarqawi. Os dois americanos - Eugene Armstrong, 52, e Jack Hensley, 48 - foram decapitados poucos dias após o seqüestro.

Agencia Estado,

08 Outubro 2004 | 13h15

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.