Carlos Giusti/AP
Carlos Giusti/AP

Três meses após furacão, metade de Porto Rico está sem luz

Ilha foi devastada pelo Furacão Maria em setembro e infraestrutura precária prejudica volta à vida normal

O Estado de S.Paulo

30 Dezembro 2017 | 02h35

PORTO RICO - Pela primeira vez nos 100 dias desde que o furacão Maria arrasou Porto Rico, o governo finalmente sabe quantas pessoas ainda não têm energia elétrica: cerca de metade do país. O número, divulgado sexta-feira, 29, pelo governador da ilha, indica que mais de 1,5 milhão de pessoas em Porto Rico ainda estão no escuro.

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Especialistas dizem que algumas partes da ilha não terão energia até a próxima primavera. As autoridades disseram que a restauração tem sido lenta por causa do tamanho da complexidade do dano. Muitas dos quase 50 mil quilômetros de linhas de distribuição e 342 subestações foram danificados na tempestade, disse Carlos D. Torres, o coordenador de restauração do sistema. 

José E. Sánchez, que coordena a força-tarefa do Corpo de Engenheiros dos EUA para restaurar a energia em Porto Rico, disse que algumas casas estavam tão danificadas que não conseguem nem receber eletricidade. Ele não precisou quantos lares estavam nessa situação. 

O governador da ilha e a empresa de energia elétrica disseram que das casas que poderiam receber eletricidade, cerca de 55% tiveram seu serviço restaurado. 

Uma das causas é que muitos dos materiais encomendados em outubro estão começando a chegar. Algumas empresas privadas que se comprometeram a ajudar Porto Rico começarão a chegar em janeiro. 

Várias empresas elétricas de propriedade de investidores que são membros do Edison Electric Institute vão deslocar cerca de 1.500 trabalhadores adicionais de restauração e pessoal de apoio a Porto Rico no início de janeiro para acelerar os esforços de restauração de energia em toda a ilha. 

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O furacão Maria chegou em Porto Rico como uma tempestade de categoria 4 no dia 20 de setembro, inundando bairros e aldeias e cortando o poder para 3,4 milhões de pessoas. A escuridão deixou enormes partes da ilha vivendo sem refeições quentes, ventiladores elétricos ou luzes noturnas.

Isso prejudicou os negócios em uma economia já fraca e deixou a vida das pessoas em risco em hospitais ou complexos seniores sem poder. Uma análise do The New York Times descobriu que a taxa de mortalidade aumentou consideravelmente na ilha após o furacão ter passado e as interrupções se tornaram parte da vida de milhares de habitantes. / THE NEW YORK TIMES

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