Korean Central News Agency/Korea News Service via AP
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Tripulantes de empresa aérea chinesa avistaram míssil norte-coreano

Funcionários da Cathay Pacific que seguiam de São Francisco para Hong Kong relataram terem visto o armamento testado por Pyongyang na madrugada de terça para quarta-feira; empresa disse que míssil não colocou voo em risco, mas ficará atenta

O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2017 | 09h17

HONG KONG - Tripulantes da empresa aérea Cathay Pacific disseram ter avistado o míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês) lançado na semana passada pela Coreia do Norte durante voo que seguia de São Francisco para Hong Kong - sede da empresa.

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A Cathay é a segunda empresa aérea cujos funcionários relataram terem visto o armamento testado por Pyongyang. Na semana passada, pilotos de dois voos diferentes da Korean Air também disseram que viram flashs que acreditavam ter relação com o míssil disparado pelo regime de Kim Jong-un.

Em nota divulgada nesta segunda-feira, 4, a Cathay afirmou que o míssil estava distante da aeronave e não colocou em risco ou sequer afetou a operação do voo. A empresa disse que ficará atenta para possíveis novos testes ordenados por Pyongyang, apesar de não ter alterado nenhuma de suas rotas.

Na terça-feira da semana passada a Coreia do Norte testou o Hwasong-15, que o país alega ter capacidade de atingir qualquer ponto nos Estados Unidos. Após o lançamento, o governo de Kim Jong-un declarou que o míssil tem “vantagens muito maiores em suas especificações táticas e tecnológicas” do que o Hwasong-14, que foi testado duas vezes em julho.

Rússia e China condenam teste norte-coreano e defendem negociações

Após o teste, Kim declarou que a Coreia do Norte “finalmente concretizou a grande causa histórica de completar a força nuclear estatal”. Observadores internacionais, porém, afirmaram que ainda não estava claro o peso da carga que o míssil mais recente era capaz de carregar, nem se o equipamento poderia levar uma ogiva nuclear potente até os EUA.

No dia seguinte ao teste, a Rússia classificou o lançamento de provocação e pediu a todas as partes que mantenham a calma. A China também se manifestou, criticou o lançamento e defendeu negociações. / AP

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