Susana Vera/Reuters
Susana Vera/Reuters

Tripulantes de navio espanhol acusam piratas de maus tratos

36 ocupantes do Alakrana chegam às Ilhas Seychelles; parte deles deve retornar à Espanha no sábado

Efe,

20 Novembro 2009 | 08h51

Os 36 tripulantes do pesqueiro espanhol Alakrana desembarcaram nesta sexta-feira, 20, em Porto Vitória, nas Ilhas Seychelles. Eles foram sequestrados durante 47 dias por piratas somalis que atuam no Oceano Índico. O capitão da embarcação, Ricardo Blanch, disse que a tripulação foi maltratada pelos corsários.

Nos maltrataram", disse Blanch aos jornalistas que esperavam achegada do navio em Puerto Victoria. Os 36 tripulantes do Alakrana, 16 deles espanhóis, que foram libertados na terça-feira tiveram um reencontro muito emocionado com familiares.

Junto a sua filha Cristina, que viajou até as ilhas Seychelles para receber-lhe, Blach indicou que este momento constituía para ele  "um sonho" e mostrou sua esperança que a partir de agora os pesqueiros espanhóis trabalhem com mais segurança. "Esta foi minha última viagem", assegurou, ao confessar que vai se aposentar.

O capitão disse que durante os 47 dias de cativeiro houve um momento crítico, quando as piratas começaram a metralhar a zona de proa e estimou que os prejuízos pelo sequestro foram "numerosas". Autoridades espanholas do Ministério da Defesa e Meio ambiente,assim como o embaixador espanhol na Etiópia, Antonio Sánchez-Benedito, receberam ao "Alakrana" e sublinharam que todos os tripulantes se encontram em bom estado de saúde e evitaram falar sobre números do resgate pago.

O pesqueiro, que entrou no porto entre ruídos de sirenes dos navios ali ancorados, chegou escoltado pelas fragatas de combate Méndez Núñez e Las Canárias.

Depois que a tripulação descansaro avião das Força Aérea Espanhola levará os 16 marinheiros espanhóis e seus parentes que viajaram às ilhas as Seychelles de volta à Espanha, onde devem aterrissar no sábado.

O pesqueiro basco chegou a Puerto Victoria após navegar durante três dias desde a zona do sequestro, na costa da Somália, onde foi sequestrado por piratas dia 2 de outubro.

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