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Trump acusa imprensa de ignorar ataques de grupos islâmicos na Europa

Presidente não especificou os atentados que não estariam sendo relatados ou os veículos que estariam agindo de tal forma; ele alega que em muitos casos a mídia ‘desonesta’ não quer noticiar

O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2017 | 08h53

TAMPA, EUA - O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou veículos de comunicação de ignorarem ataques de militantes islâmicos por toda a Europa. O mandatário faz da derrota do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) um objetivo central de seu governo. "Por toda a Europa, está acontecendo. Chegou ao ponto em que nem está sendo noticiado", disse ele a um grupo de cerca de 3 mil soldados na Base da Força Aérea de MacDill, na Flórida, na segunda-feira. "E, em muitos casos, a imprensa muito, muito desonesta não quer noticiar. Eles têm suas razões, e vocês entendem isso", acrescentou, sem dizer quais seriam os motivos.

A Casa Branca divulgou na segunda-feira uma lista de 78 atentados os quais a administração Trump alega que não foram inteiramente cobertos pela imprensa, segundo informações do site Politico. A relação inclui alguns massacres como os ocorridos em Orlando e San Bernadino, nos EUA; em Nice, na França, e em Bruxelas, na Bélgica. 

Posteriormente a Casa Branca divulgou uma lista de 78 ataques em todo o mundo ocorridos entre setembro de 2014 e dezembro de 2016. "As redes de televisão não estão devotando a cada um deles o mesmo nível de cobertura que devotavam", disse uma autoridade da Casa Branca. "Não se pode permitir que isso se torne o 'novo normal'.”

A acusação foi a mais recente crítica de Trump à imprensa, um dos alvos favoritos de seus ataques, e a qual ele afirma ter subestimado amplamente suas chances durante a campanha presidencial. Ele vem mantendo suas críticas desde que tomou posse em 20 de janeiro.

Al Tompkins, do Instituto The Poynter, uma escola de jornalismo da Flórida, rejeitou as críticas do presidente. "Insinuar que os jornalistas tenham alguma razão para não noticiar ataques do Estado Islâmico é simplesmente sem sentido", disse. / REUTERS

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