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Internacional

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Trump agradece apoio dos eleitores em Michigan e Mississipi e critica adversários

Empresário garante que, mesmo com ‘quantidade enorme de dinheiro’ gasta por seus rivais para tentar desprestigiá-lo, ele será o indicado pelo Partido Republicano para a disputa pela Casa Branca

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O Estado de S. Paulo

09 Março 2016 | 08h57

WASHINTON - O empresário e pré-candidato à presidência dos EUA, Donald Trump, agradeceu na terça-feira o apoio dos eleitores dos Estados de Michigan e Mississipi, e avisou a seus rivais que, mesmo gastando "uma quantidade enorme de dinheiro" para tentar desprestigiá-lo, ele será o indicado do Partido Republicano para a corrida pela Casa Branca.

"Todos e cada um dos que me atacaram brutalmente estão caindo. Começamos sendo 17 (pré-candidatos republicanos) e agora somos 4, e os outros não estão indo muito bem nesta noite", disse Trump em entrevista coletiva na Flórida, após saber dos primeiros resultados da rodada eleitoral.

O magnata do setor imobiliário agradeceu também pelo telefonema que recebeu do líder republicano e presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, por quem disse ter grande respeito, e convidou o establishment do partido, que foi alvo de suas críticas durante toda a campanha, a se juntar a seu "movimento" para ajudá-lo a ganhar as eleições.

"Uma das coisas que me deixam mais feliz nesta campanha está sendo a grande participação dos republicanos, enquanto a dos democratas está abaixo em 30%. Espero que os republicanos prestem atenção nisto, porque temos que ser efetivos", acrescentou Trump.

O magnata quis "felicitar" com ironia os grupos de pressão por terem conseguido "muito rapidamente US$ 39 milhões" para o atacarem, algo que, em sua opinião, o ajudou a ganhar os eleitores decepcionados com os políticos tradicionais.

"Há muita gente que me diz: 'Donald, tenho 67 anos, nunca votei, sequer estive perto de votar e agora vou votar'. Isto é incrível", explicou o pré-candidato.

Sobre os resultados negativos do senador pela Flórida Marco Rubio, Trump considerou que o rival "deverá tomar uma decisão" em breve sobre seu futuro na corrida republicana, e destacou que ele não deveria ter sido "tão hostil". "Ele deveria ter ficado como estava antes", afirmou o magnata sobre os ataques do "pequeno Marco", como Trump segue chamando o senador em tom pejorativo.

O bilionário também criticou seu principal rival na corrida republicana, o senador pelo Texas Ted Cruz. "É interessante, porque ele não para de dizer que é o único que pode me vencer, mas nunca vence. O fato é que vamos muito bem e Ted vai se dar muito mal", anunciou Trump, apesar de seu oponente ter lhe vencido em seis eleições primárias.

Trump venceu as primárias de Michigan e Mississipi e, com isso, levou a maioria dos 99 delegados que estavam em jogo nos dois Estados dos 1.237 necessários para se conseguir a candidatura presidencial.

O magnata prometeu "devolver a indústria automobilística" a Michigan, Estado símbolo do antigo apogeu industrial dos EUA, que entrou em declínio com a desindustrialização, e afirmou que os evangélicos do Mississipi o apoiaram maciçamente porque ele é "o melhor" e porque eles sabem que Cruz "está mentindo". /EFE

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