REUTERS/Leonhard Foeger
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Trump anunciará nesta sexta sua decisão sobre o acordo do Irã

Lei obriga o presidente a 'certificar' ou não, no Congresso, a cada 90 dias, que Teerã respeita o acordo e este é do interesse dos EUA

O Estado de S.Paulo

12 Outubro 2017 | 16h09

WASHINGTON - Donald Trump anunciará nesta sexta-feira, 13, às 12h45 (13h45 de Brasília), sua estratégia sobre o Irã e sua decisão sobre o acordo histórico de 2015 relativo ao programa nuclear de Teerã, anunciou a Casa Branca nesta quinta-feira, 12.

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Tudo indica que o presidente se negará a "certificar" de novo que o pacto está de acordo com o interesse nacional dos Estados Unidos. Mas altos funcionários americanos insistiram que uma "não-certificação" não significaria o fim imediato do texto, já que corresponderia ao Congresso americano decidir voltar a impôr as sanções suspensas em 2015.

A lei obriga o presidente a "certificar" ou não, no Congresso, a cada 90 dias, que Teerã respeita o acordo e este é do interesse dos Estados Unidos. Tudo indica que desta vez, o magnata republicano se negará a "certificá-lo".

"É o pior acordo", disse o presidente na quarta-feira, criticando "a fraqueza" do governo democrata de Barack Obama frente a Teerã.

Os defensores do acordo com o Irã argumentam que não há evidências de que Teerã o esteja violando, o que significa que ele é o melhor modo de evitar que o Irã tenha uma arma nuclear.

Na quarta-feira, o presidente do Irã, Hassan Rohani, afirmou que a eventual decisão dos EUA de abandonar o acordo nuclear representará um "fracasso" para os americanos e uma afronta para a comunidade internacional.

"Se abandonam o pacto, eles terão minado a sua dignidade", disse Rohani em reunião do governo, conforme declarações publicadas pela presidência iraniana.

Rohani insistiu que seu país sempre cumpriu com os compromissos e "ninguém apoia a quebra do acordo", nem mesmo os aliados dos EUA na Europa. Neste sentido, ele destacou que o pacto é "global" e não multilateral, já que foi assinado pelo Irã e pelo Grupo 5+1 (EUA, França, Reino Unido, China, Rússia, as cinco potências nucleares e membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha). / AFP e EFE 

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