Drew Angerer/Getty Images/AFP
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Trump ditou próprio atestado de saúde em 2015, diz médico

Em entrevista a emissoras americanas, médico que assinou o documento afirmou que presidente americano escolheu o que seria escrito e quais informações seriam censuradas

O Estado de S.Paulo

02 Maio 2018 | 10h39

WASHINGTON - O relatório assinado pelo médico Harold Bornstein sobre o estado de saúde de Donald Trump em 2015, durante a campanha à presidência dos Estados Unidos, foi elaborado pelo próprio paciente, revelou o médico na terça-feira, 1. O documento divulgado pela equipe do candidato à época afirma que Trump seria "o indivíduo mais saudável já eleito para a presidência".

"Ele ditou todo o relatório. Eu não escrevi esse relatório", disse Bornstein à CNN. Em entrevista posterior para a NBC, o médico confirmou a declaração. A Casa Branca ainda não respondeu ao pedido de comentários da Reuters sobre as alegações do médico.

Segundo o documento, "O sr. Trump fez um exame médico completo recentemente que mostrou apenas resultados positivos". O atestado é assinado por Bornstein, que atende Trump desde 1980. "Na verdade, sua pressão arterial de 110/65 e os resultados laboratoriais foram surpreendentemente excelentes. Sua força física e resistência são extraordinárias."

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O relatório diz também que se vencesse a disputa pela Casa Branca, Trump seria "inequivocamente o indivíduo mais saudável já eleito à presidência". De acordo com o médico, o uso da palavra "saudável" foi uma espécie de "humor negro". Trump teria ditado as palavras do atestado dentro de um carro, acompanhado por Bornstein e Melania Trump, em Nova York. Ainda de acordo com o profissional de saúde, o então candidato republicano teria definido o que não poderia ser colocado no documento. Anteriormente, Bornstein afirmara que escrevera o atestado com pressa. / REUTERS

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