AFP PHOTO / POOL / JORGE SILVA
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Trump divulga no Twitter vídeos de grupo de extrema direita antimuçulmano

Em um dos vídeos divulgados por Jayda Fransen, ex-líder do grupo de extrema direita Britain First, um suposto muçulmano agride um menino holandês de muletas

O Estado de S.Paulo

29 Novembro 2017 | 12h36

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reenviou nesta quarta-feira, 29, em sua conta no Twitter  vídeos com teor antimuçulmano, que inicialmente foram publicados por um grupo britânico de extrema direita acusado de islamofobia.

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Em um dos vídeos divulgados por Jayda Fransen, ex-líder do grupo de extrema direita Britain First, um suposto muçulmano agride um menino holandês de muletas. Outro vídeo descreve uma máfia islamita que empurra um adolescente de um telhado.

Um terceiro vídeo mostra um muçulmano derrubando e destruindo uma estátua da Virgem Maria. Esta gravação, que está no YouTube desde 2013, é descrita como a destruição de uma imagem por um jihadista na Síria.

Os retuítes eram parte de uma série de mensagens de Trump para voltar a chamar o canal CNN como divulgador de "notícias falsas". Ele insistiu que a economia americana estava em um "terreno recorde" graças a várias medidas.

A premiê britânica, Theresa May, criticou o presidente dos EUA por compartilhar os três vídeos altamente violentos sobre muçulmanos. Além das críticas de cidadãos comuns, Trump foi censurado também pelo governo britânico, que classificou o compartilhamento como um “erro”. “Os britânicos rejeitam de forma esmagadora a retórica cheia de preconceito da extrema direita, que é a antítese dos valores que nosso país representa: decência, tolerância e respeito. É um erro que o presidente americano tenha feito isso” disse um porta-voz de May.    

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Sarah Huckabee Sanders, porta-voz da Casa Branca, teve trabalho para defender o presidente. “Não importa se os vídeos são verdadeiros. A ameaça é real”, disse. “O objetivo do presidente era debater o assunto da imigração e da segurança nacional.”

Fransen lidera o grupo Britain First, contrário à imigração e à “islamização” do Reino Unido. O movimento já lançou candidatos em eleições locais e nacionais, mas nunca conseguiu eleger ninguém. Mesmo assim, seus membros se consideram um partido político e são acusados de promover a intolerância religiosa por meio do compartilhamento de conteúdo agressivo nas redes sociais.

"Suponho que alguém gosta (de minhas políticas)", escreveu o presidente, que também enfatizou que a confiança dos consumidores americanos está em um nível elevado. /AFP

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