Ralph Freso/Getty Images/AFP
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Trump diz que não é racista e ataca a mídia em discurso em Phoenix

Em comício, presidente dispara contra senadores republicanos, defende ex-xerife acusado de violar direitos humanos e ataca jornais e TVs

Claudia Trevisan, Correspondente / Washington

23 Agosto 2017 | 00h45

Em comício desta terça-feira, 22, em Phoenix, no Arizona, o presidente Donald Trump se defendeu das acusações de racismo e atacou a imprensa americana, especialmente os jornais “New York Times”, “Washington Post” e as redes de TV CNN e ABC. “Eles dizem que eu sou racista, mas é a mídia desonesta que serve de plataforma para os grupos supremacistas”, disse. O presidente repetiu declarações que deu há dez dias, mas omitiu o trecho em que responsabilizou “muitos lados” pela violência.

Ao falar sobre imigração, Trump elogiou o ex-xerife Joe Arpaio, condenado por ignorar uma ordem judicial para suspender atos discriminatórios contra imigrantes ilegais. Com a visita de Trump ao Estado, surgiram rumores de que o presidente perdoaria Arpaio. “Só não faço isso agora para não criar controvérsia”, afirmou, dando a entender que o perdão estava a caminho.

Nesta terça-feira, ele também atacou os senadores republicanos John McCain e Jeff Flake, ambos do Arizona, sem citar nomes. McCain foi responsável pelo voto que derrotou Trump no Senado e manteve o Obamacare intacto. Flake é acusado pelo presidente de ser “fraco” na questão de fronteiras.

No fim, a polícia entrou em confronto com manifestantes que protestavam contra o presidente fora do local onde ele discursava. Os policiais dispararam bombas de gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral e tiveram muita dificuldade para dispersar a multidão.

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