Michael Reynolds/EFE
Michael Reynolds/EFE

Trump pede reforma migratória depois de atentado em Nova York

Presidente americano quer mudar o sistema de imigração encadeada, em que imigrantes que se tornam residentes permanentes podem levar familiares para o país

O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2017 | 04h02

NOVA YORK - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a falar sobre a necessidade de uma reforma migratória depois que um atentado no metrô de Nova York feriu três pessoas, nesta segunda-feira, 11. O responsável pelo ataque é Akayed Ullah, de Bangladesh, um ex-taxista que vive no país desde 2011 e tem status legal de residência permanente, o green card.

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"Os Estados Unidos devem arrumar seu relaxado sistema migratório que permite que muitas pessoas perigosas e que não foram examinadas de maneira adequada ingressem em nosso país. O suspeito do ato terrorista de hoje entrou em nosso país através da migração familiar encadeada, que não é compatível com a segurança nacional", disse Trump em um comunicado.

O líder americano converteu o tema de a quem se deve dar permissão para entrar nos Estados Unidos em parte central de sua presidência. As alternativas dadas por ele vão desde a proibição de ingresso a residentes em determinados países (de maioria muçulmana), passando pela promessa de construção de um muro na fronteira com o México até impor limites ao número de refugiados.

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Desde que uma lei de 1965 foi mudada para suavizar o que era um sistema restritivo, a política migratória americana tem dado preferência a pessoas com educação ou capacidades avançadas ou àquelas que têm relações familiares com cidadãos americanos. Dessa forma, imigrantes de lugares como Ásia e América Latina que chegaram aos EUA e se naturalizaram fizeram os trâmites para levar familiares, que em seguida levaram outros.

Quem é a favor das restrições migratórias se coloca contra essa imigração encadeada, tema que já foi apresentado em um proposta de reforma. Os senadores federais republicanos Tom Cotton e David Perdue propuseram recentemente a lei RAISE, que limitaria o número de vistos de residência permanente e eliminaria a capacidade dos cidadãos de levar familiares que não sejam cônjuges e filhos menores de idade. Os ativistas em prol da imigração definiram a proposta como um ataque aos imigrantes. Já o presidente Donald Trump expressou seu apoio à lei. /AP

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