William Widmer/The New York Times
William Widmer/The New York Times

Trump pede voto para candidato ao Senado dos EUA acusado de assédio sexual

Em mensagens publicadas no Twitter, presidente americano defendeu Roy Moore, acusado de abusar de várias adolescentes nos anos 70 e atacou candidato democrata, que ele qualificou de marionete de Nancy Pelosi e Chuck Schumer

O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2017 | 13h05

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu nesta segunda-feira, 4, voto para Roy Moore, candidato republicano ao Senado pelo Alabama que foi acusado de abusar sexualmente de várias adolescentes há quatro décadas.

Trump reforça apoio a candidato ao Senado acusado de abuso sexual

"A recusa dos democratas a dar um voto à nossa redução de impostos (a reforma tributária aprovada no sábado) nos faz ver o quão necessário é a vitória do republicano Roy Moore no Alabama", escreveu Trump em suas habituais mensagens matutinas.

"Necessitamos deste voto para conter o crime, a imigração ilegal, criar o muro fronteiriço, melhorar o Exército, lutar contra o aborto, apoiar veteranos e mais. Não a (Doug) Jones (rival democrata de Moore), uma marionete de (Nancy) Pelosi/(Chuck) Schumer (os líderes democratas no Congresso)", acrescentou em outro tweet.

Até agora Trump tinha evitado dar apoio explícito a Moore nas eleições especiais programadas para 12 de dezembro no Alabama, se limitando a um apoio tático criticando duramente Jones e dizendo que o candidato republicano negou repetidamente as acusações de assédio.

Em 27 de novembro, a Casa Branca informou que Trump não iria fazer campanha junto a Moore, apesar de não ter pedido sua renúncia como fizeram outros líderes republicanos do Senado.

O líder "não tem planejado nenhuma viagem ao Alabama" para fazer campanha a favor de Moore e "sua agenda não lhe permite" encaixar essa atividade antes das eleições legislativas, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders.

Quinta mulher acusa candidato republicano ao Senado de assédio sexual

O líder lembrou em outras mensagens que, durante as eleições primárias republicanas no Alabama em setembro, ele não respaldou Moore, mas Luther Strange, o candidato preferido pelo partido, mas "isso não foi suficiente", e agora "não podemos permitir" que os democratas "ganhem estas eleições".

Moore, um ex-juiz de 70 anos, está alinhado com a chamada "direita alternativa" que procura revolucionar o Partido Republicano, e negou categoricamente as acusações contra ele feitas por oito mulheres, entre elas várias que tinham entre 14 e 18 anos quando ocorreram os fatos, na década de 1970.

Trump, que durante a campanha eleitoral de 2016 também foi acusado por várias mulheres de ter se excedido com elas, pareceu defender Moore há duas semanas, ao assegurar que o candidato havia "negado repetidamente" as acusações contra si.

Vários senadores republicanos advertiram que poderiam votar para a expulsão de Moore do Senado caso ganhe as eleições. Além disso, uma possível derrota de Moore reduziria ainda mais a curta maioria republicana no Senado, onde conta atualmente com 52 dos 100 assentos. / EFE e AFP

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