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Trump qualifica reportagens do ‘NYT’ como ‘absurdas’

Presidente afirmou que ‘verdadeiro escândalo’ é o fato de que informações confidenciais estão sendo entregues de maneira ilegal para os jornais

Cláudia Trevisan, correspondente / Washington, O Estado de S.Paulo

15 Fevereiro 2017 | 13h20

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na manhã desta quarta-feira, 15, que as reportagens sobre a conexão de integrantes de seu governo com a Rússia são "absurdas" e representam uma tentativa de encobrir os erros cometidos pela campanha presidencial de sua ex-rival Hillary Clinton.

Em sua conta no Twitter, o mandatário também afirmou que o "verdadeiro escândalo" é o fato de que informações confidenciais estão sendo entregues de maneira ilegal para jornais como o New York Times e Washington Post.  "A mídia de notícias falsas está enlouquecendo com suas teorias conspiratórias e ódio cego", escreveu.

Em outro post, ele atacou o ex-presidente Barack Obama, em uma aparente tentativa de refutar as acusações de que é simpático a Moscou. "A Crimeia foi tomada pela Rússia durante a administração Obama. Obama era muito brando com a Rússia?"

Na terça-feira, o New York Times informou que ligações interceptadas mostram que membros da campanha do presidente dos EUA, Donald Trump, tiveram contato repetidamente com serviços de inteligência da Rússia antes das eleições.

Segundo funcionários e ex-funcionários do governo, que pediram anonimato, os contatos foram feitos no mesmo momento em que eles descobriram que Moscou tentava influenciar a disputa presidencial americana. As fontes, no entanto, ainda não encontraram evidências de envolvimento da campanha de Trump no ataque aos computadores do Comitê Nacional do Partido Democrata.

As interceptações alarmaram as agências americanas em razão do número de contatos que ocorria enquanto Trump elogiava o presidente russo, Vladimir Putin. Em determinado momento, o magnata chegou a pedir que a Rússia roubasse e divulgasse os e-mails deletados da então candidata democrata à presidência, Hillary Clinton.

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