Tom Brenner/The New York Times
Tom Brenner/The New York Times

Trump reforça pedido de votos para Roy Moore, acusado de assédio

Presidente ressaltou que o 'país não pode se dar ao luxo de perder uma cadeira (republicana)' na Câmara Alta

O Estado de S.Paulo

09 Dezembro 2017 | 03h05

MIAMI - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou nesta sexta-feira, 8, o pedido de votos para Roy Moore, candidato ao Senado pelo Alabama e que enfrenta acusações de abuso sexual por oito mulheres.

++ Quinta mulher acusa candidato republicano ao Senado de assédio sexual

Durante uma reunião oferecida pelo líder americano na cidade de Pensacola, no extremo nordeste da Flórida, Trump pediu para que seus seguidores "saíssem e votassem por Roy Moore". Entre as mulhers que o acusam, estão algumas que tinham entre 14 e 18 anos na época dos casos, na década de 1970.

"Esse país não pode se dar ao luxo de perder uma cadeira (republicana). Não podemos permitir ter um democrata liberal que seja um fantoche de Nancy Pelosi e Chuck Schumer", disse o presidente em alusão ao oponente de Moore, Doug Jones.

Essa é a quarta vez que Trump visita Pensacola em dois anos e a primeira como presidente. O encontro teve todos os elementos próprios de uma campanha eleitoral, no qual dedicou vários momentos para defender sua proposta de reforçar as fronteiras, incluindo a construção do muro, e aumentar o número de oficiais da Imigração.

++ Trump é intimado a entregar documentos relativos a acusações de abuso sexual

"Teremos as fronteiras mais fortes jamais vistas, teremos fronteiras por cima das fronteiras", destacou Trump, que reforçou ainda que sua administração construirá o muro "porque eles (os hispânicos) querem segurança".

"Os Estados Unidos é um país soberano, estabelecemos nossas regras de imigração. Não escutamos outros países que nos dizem como deveríamos administrar nossa imigração", acrescentou, fazendo referência à decisão de um juiz de declarar inocente um mexicano acusado da morte de uma jovem em São Francisco, em 2015. "Esse foi um erro total da justiça", disse.

O discurso do presidente dos EUA voltou a se referir aos imigrantes como pessoas violentas que "vão destrutir nosso país". Ele admitiu que talvez seu posicionamento não seja policiticamente correto, mas ele "honestamente não se importa".

Trump insistiu na promessa de acabar com a reforma na saúde estabelecida por Barack Obama, conhecida como Obamacare e, ao final, ressaltou novamente a importância de não se perder uma cadeira na Câmara Alta. /EFE

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