REUTERS/Damir Sagolj
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Trump reitera preocupação com Coreia do Norte, mas elogia Kim Jong-un

Presidente americano chamou o líder norte-coreano de 'astuto' por governar o país desde os 27 anos, mas afirma que ameaça nuclear precisa ser neutralizada

O Estado de S.Paulo

30 Abril 2017 | 20h03

WASHINGTON - O presidente Donald Trump reiterou neste domingo, 30, o desejo de neutralizar a ameaça nuclear representada pela Coreia do Norte, mas classificou o líder norte-coreano, Kim Jong-un, como um “jovem astuto”. “Temos uma situação que não podemos deixar que se prolongue”, disse Trump em entrevista à emissora CBS. 

Trump disse que “não tem ideia” se Kim está mentalmente são, mas assinalou que o dirigente norte-coreano enfrentou desafios ao assumir o poder aos 27 anos, depois que seu pai morreu em 2011.

“Obviamente ele se relaciona com pessoas muito rígidas, em particular com generais e outros. E tão jovem foi capaz de assumir o poder. Muita gente, tenho certeza, tentou tirá-lo do poder, seu tio ou alguém mais. E ele foi capaz de se manter. Assim, obviamente ele é bastante astuto”, disse Trump. 

O presidente reiterou a determinação de apoiar a influência chinesa na Coreia do Norte. Pequim é o maior sócio econômico e o governo mais próximo a Pyongyang. Segundo Trump, o presidente da China, Xi Jinping, "está trabalhando para tentar resolver este problema enorme, que também é da China."

Se a Coreia do Norte realizar um novo teste nuclear, "não vou ficar feliz", acrescentou. "E também posso dizer que não acredito que o presidente da China, que é um homem muito respeitável, ficará contente".

Questionado sobre se "não estar feliz" poderia significar uma "ação militar", Trump disse: "não direi nada, veremos".

A Coreia do Norte realizou no sábado outro teste de míssil, ação que tem despertado o temor dos EUA de que o regime de Pyongyang possa desenvolver um míssil balístico intercontinental capaz de alcançar o território americano. 

"Francamente, penso que a Coreia do Norte pode ser mais importante do que o comércio. O comércio é muito importante, mas comparado com uma guerra total com possíveis milhões de mortos, eu diria que o comércio fica atrás", assegurou Trump.

A Coreia do Sul declarou que o teste falhou. Trump se negou a comentar se os EUA têm algo a ver com a falha. "Isso é um jogo de xadrez. Não quero que saibam o que eu penso. Assim, eventualmente ele terá um sistema de lançamento melhor e nós não podemos permitir que isso aconteça".

Horas antes do teste da Coreia do Norte, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, havia alertado sobre as "consequências catastróficas" no caso de a comunidade internacional não agir mais energicamente para sancionar Pyongyang. /AFP

 

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