Tom Brenner/The New York Times
Tom Brenner/The New York Times

Na Flórida, Trump agradece socorristas por 'reação rápida' ao furacão Irma

Presidente chega ao Estado acompanhado de sua mulher, Melania, e o vice-presidente dos EUA, Mike Pence

O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2017 | 11h48
Atualizado 14 Setembro 2017 | 18h39

WASHINGTON - O presidente americano, Donald Trump, elogiou nesta quinta-feira, 14, os primeiros agentes de socorro da Flórida a reagirem ao devastador furacão Irma, a segunda grande tempestade a atingir os Estados Unidos neste ano, por terem limitado o número de mortes.  

“Nunca houve na história um furacão assim, mas a Guarda Costeira, a Fema (agência de reação a desastres ambientais) e o governador  Rick Scott fizeram um trabalho incrível”, disse. “A energia elétrica voltará rapidamente.”

A visita de Trump aconteceu um dia depois de a polícia em Hollywood, na Flórida, iniciar uma investigação criminal em um asilo no qual oito pacientes morreram depois que a instituição ficou sem energia e continuou operando com pouco ou nenhum ar condicionado sob um calor sufocante.

O total de mortes do Irma estava em 81 nesta quinta-feira, incluindo 38 nos EUA, sendo que várias ilhas do Caribe duramente atingidas, incluindo Porto Rico e as Ilhas Virgens americanas, computaram mais da metade das mortes.

Autoridades da Flórida, como o governador Rick Scott e o senador Marco Rubio, receberam Trump e seu vice, Mike Pence, em Fort Myers.

Mais tarde o presidente, que usava um boné de beisebol com as letras USA, visitou Naples, perto de onde o Irma chegou primeiramente ao território americano no domingo, e entregou sanduíches a moradores em uma estação de alimentação.

Foi a terceira visita de Trump a uma parte do país atingida por uma tempestade nas últimas três semanas – ele esteve no Texas após as inundações recordes do furacão Harvey –, um gesto visto como uma tentativa clara de evitar as críticas que o ex-presidente republicano George W. Bush recebeu devido à reação lenta e ineficiente de seu governo ao furacão Katrina, que matou 1,8 mil pessoas ao redor de Nova Orleans em 2005.

Cerca de 3,1 milhões de casas e negócios, que representam perto de um terço da população do Estado, ainda estavam sem eletricidade na Flórida e em Estados vizinhos nesta quinta-feira.

Segundo autoridades locais, a morte dos oito residentes da instituição para idosos em Hollywood, com idades entre 70 e 99 anos, "parece ligada à ausência de eletricidade durante a tempestade e, portanto, à falta de ar-condicionado", declarou o chefe de Polícia de Hollywood, Tomas Sanchez, em entrevista coletiva.  

Os outros 115 idosos foram internados, alguns com desidratação, ou problemas respiratórios. "Essa situação é inimaginável", afirmou o governador da Flórida, Rick Scott. "Caso se constate que pessoas não agiram no melhor interesse dos pacientes, vamos responsabilizá-las com todos os recursos permitidos por lei", prometeu.

Imigração. Na chegada à Flórida, Trump voltou a comentar o acordo que está sendo negociado com líderes democratas sobre o destino de 800 mil imigrantes menores de idade, que foi encerrado por seu governo. O presidente reafirmou que “no limite” a construção de um muro na fronteira com o México deve fazer parte de um acordo sobre imigração.

“Se não tivermos um muro, não temos nada”, declarou.  O presidente também negou que haverá “anistia” para imigrantes ilegais como parte do acordo.

A porta-voz da Casa Branca Lindsay Walters disse a jornalistas durante o voo para a Flórida que o governo não discutirá uma anistia, mas precisa de uma solução responsável sobre a imigração que “pode incluir uma legalização temporária” / AFP, AP e REUTERS

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