AP Photo/Sebastian Scheiner
AP Photo/Sebastian Scheiner

Trump volta a cogitar reconhecer Jerusalém como capital de Israel

Medida poderia reverter décadas de política americana e atiçar tensões no Oriente Médio

O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2017 | 17h45

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está cogitando reconhecer Jerusalém como capital de Israel, uma medida que poderia reverter décadas de políticaamericana e atiçar tensões no Oriente Médio, mas deve adiar novamente sua promessa de campanha de transferir a embaixada dos EUA para a cidade, disseram autoridades norte-americanas na quinta-feira.

+Explosão em loja mata três em Israel

Depois de meses de deliberações intensas na Casa Branca, Trump deve fazer um anúncio na semana que vem na tentativa de obter um equilíbrio entre as exigências políticas domésticas e pressões geopolíticas a respeito de uma questão que está no cerne do conflito israelo-palestino --o status de Jerusalém, que abriga santuários judeus, muçulmanos e cristãos.

Trump está estudando um plano por meio do qual declararia Jerusalém como capital de Israel, disseram as autoridades, desviando-se de antecessores que insistiram se tratar de um tema que deve ser decidido em negociações de paz.

+Ministro israelense renuncia após criticar trabalho durante shabat

s palestinos querem Jerusalém Oriental como capital de seu futuro Estado, e a comunidade internacional não reconhece a reivindicação israelense sobre a cidade como um todo.

A medida de Trump, que pode ser concretizada com um comunicado ou discurso presidencial, revoltaria os palestinos, assim como o mundo árabe em geral, e provavelmente minaria o esforço incipiente de seu governo para ressuscitar as conversas de paz israelo-palestinas, congeladas há tempos.

Mas o gesto também poderia ajudar a satisfazer a base pró-Israel de direita que o ajudou a conquistar a Casa Branca e o governo de Israel, um aliado próximo dos EUA./ REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.