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Tsarnaev começa a ser julgado por atentado à Maratona de Boston

Promotores afirmam que acusado tinha 'a morte em seu coração' ao colocar bombas perto da linha de chegada da maratona em 2013

O Estado de S. Paulo

04 Março 2015 | 15h07

BOSTON - Começou nesta quarta-feira, 4, o julgamento de Dzhokhar Tsarnaev, acusado de participar do atentado com uma bomba na Maratona de Boston em 2013. Se o júri considerá-lo culpado, ele pode ser condenado à morte.

Tsarnaev tinha "a morte em seu coração" ao colocar um explosivo caseiro atrás de crianças que assistiam à maratona, disseram promotores na abertura do julgamento. O ataque coordenado de 15 de abril de 2013 matou três pessoas e feriu 264.

O promotores federais, que acusaram Tsarnaev de realizar o maior ataque em solo americano desde o 11 de Setembro, se concentraram principalmente na vítima mais jovem da explosão, um menino de 8 anos.

O promotor-assistente William Weinreb descreveu como o acusado, de 21 anos, e seu irmão mais velho - Tamerla, de 26 -, escolheram cuidadosamente os locais onde deixaram as bombas no meio da multidão concentrada na linha de chagada da corrida, em uma ação para punir os EUA por ações militares em países dominados por muçulmanos.

"O réu não estava lá para assistir à corrida. Ele tinha uma mochila nas costas e dentro da mochila havia uma bomba caseira. O tipo de bomba favorito dos terroristas porque é feita para despedaçar pessoas e criar um espetáculo sanguinário", disse Weinreb. "Ele fingia ser um espectador, mas tinha a morte em seu coração."

Tamerlan morreu numa troca de tiros com a polícia três dias após o atentado. Dzhokhar pode ser condenado à morte se for considerado culpado das acusações que incluem matar um policial a tiros.

Na abertura das audiências do maior julgamento sobre terrorismo em décadas nos EUA, a advogada de Dzhokhar Tsarnaev, Judy Clarke, admitiu que ele participou do atentado contra a Maratona de Boston. Ela tenta evitar a pena de morte ao dizer que Dzhokhar foi influenciado pelo irmão mais velho, Tamerlan, morto durante perseguição. /REUTERS

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