TJ Corpuz/Reuters
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Tufão Koppu deixa 4 mortos nas Filipinas e 25 mil desabrigados

Ventos constantes de 175 km/h e rajadas de até 210 km/h atingiram o norte do país; autoridades estão em alerta em várias regiões

O Estado de S. Paulo

18 Outubro 2015 | 09h50

MANILA - Pelo menos quatro pessoas morreram e cerca de 25 mil tiveram que ser evacuadas durante a passagem do tufão Koppu, que atingiu neste domingo, 18, o norte das Filipinas com ventos constantes de 175 km/h e rajadas de até 210 km/h.

A primeira vítima morreu no sábado, 17, depois que o bote no qual viajava naufragou depois de ser atingido pelas fortes ondas provocadas pelo tufão conforme se aproximava do arquipélago pelo Oceano Pacífico, informou neste domingo a imprensa local.

Após a passagem do tufão, um homem morreu neste domingo na cidade de Quezón, na área metropolitana da capital Manila, ao ser atingido por uma árvore, afirmou o diretor-executivo do Conselho Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres, Alexander Pama.

Outras duas pessoas morreram afogadas na cidade de Palayan, segundo confirmou à imprensa Aurelio Umali, o governador da província de Nueva Écija, uma das mais afetadas pela tempestade.

O tufão forçou a evacuação de 5.852 famílias - mais de 25.000 pessoas - e causou um corte generalizado na provisão elétrico nas regiões de Ilocos, Luzon Central e Calabarzón.

Fontes oficiais das áreas afetadas pelo tufão indicaram que o fenômeno inundou extensas regiões, danificou seriamente a vegetação e plantações e derrubou vários postes elétricos, enquanto foram cancelados 24 voos nacionais e internacionais.

O Koppu tocou terra na cidade de Casiguran, no litoral nordeste das Filipinas, e espera-se que o tufão permaneça em território filipino durante quatro dias.

As autoridades se encontram em alerta pelo possível transbordamento de vários rios, entre eles o Marikina e o Magat, o que causaria mais inundações que poderiam afetar várias localidades.

"Talvez este tufão não tenha os ventos mais fortes que vimos, mas é uma tempestade excepcionalmente perigosa por causa da lentidão com a qual se movimenta e a quantidade de precipitações que vai deixar", afirmou Alexander Pama.

Por outra parte, cerca de cinco mil pessoas se encontram em vários portos da região à espera de poder continuar sua viagem, já que foi proibida a navegação de todas as embarcações, enquanto dez estradas e oito pontes da região afetada estão intransitáveis.

Cerca de 30 províncias do norte das Filipinas estão sob alerta, das quais teme-se que Aurora, onde o Koppu tocou terra, seja a mais afetada.

Entre 15 e 20 tufões atingem todos os anos as Filipinas durante a temporada chuvosa, que geralmente começa em junho e termina em novembro.

Em novembro de 2013, o Haiyan, um dos mais potentes da história, deixou 6.300 mortos, mais de mil desaparecidos e 14 milhões de afetados. /EFE

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